Condutores de São Paulo decidem parar dia 19 contra desmonte previdenciário

• 9/2/2018 - sexta-feira

Os motoristas e cobradores de São Paulo, que lotaram a Quadra dos Bancários na quarta (7), decidiram, por unanimidade, paralisar o transporte coletivo no dia 19 de fevereiro. A mobilização faz parte da jornada de lutas contra a reforma da Previdência.

A plenária aprovou que não aceitará a imposição da reforma trabalhista e também repudiou a proposta do prefeito João Doria de licitação do transporte público da Capital.

“Nós somos a primeira categoria a dizer, categoricamente, não às reformas desse governo. Nós não aceitaremos que a nova lei trabalhista seja implementada e repudiamos essa reforma da Previdência que vaia acabar com aposentadoria nesse País”, destaca Valdevan Noventa, presidente do Sindicato dos Condutores de São Paulo.


Luiz Gonçalves (Luizinho) acompanhou a assembleia dos condutores em São Paulo

O rodoviário Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central São Paulo, disse à Agência Sindical que a assembleia, com casa lotada, foi uma demonstração de força da categoria. “Os motoristas e cobradores deixaram claro que não engolirão as maldades dessa política neoliberal. Os trabalhadores vão parar a cidade contra as reformas de Temer”, ressalta.

Segundo o dirigente, outra preocupação dos condutores é com a redução das linhas de ônibus, que a prefeitura paulistana pretende implementar com a licitação do transporte público. "O prefeito havia prometido que não haveria redução das linhas. Mas não é isso que estamos vendo. Reduzir linhas é reduzir postos de trabalho”, aponta Luizinho.

Metalúrgicos - Os Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e de São Paulo e Mogi das Cruzes também mobilizaram milhares de trabalhadores nesta quarta (7). A categoria realizou uma grande Assembleia Popular, em São Bernardo do Campo, contra a reforma da Previdência e em defesa do movimento sindical.

Jorge Carlos de Morais (Arakém), secretário-geral dos Metalúrgicos de São Paulo, afirma que o ato foi uma expressão “da revolta, da ira popular contra um governo insano, que precarizou os direitos dos trabalhadores e quer acabar agora com o sonho da aposentadoria dos brasileiros”.


Motoristas e cobradores decidiram pela paralisação no dia 19 de fevereiro

A mobilização contra a reforma da Previdência começa a tomar conta do País. A pressão sobre o Legislativo, que pode votar a proposta até o final do mês, também aumenta. Na quarta (7), dirigentes da CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CSB cobraram do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) o adiamento da votação da PEC 287 para o ano que vem.

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