Metroviários de São Paulo aprovam ações contra privatização das linhas 5 e 17

• 11/1/2018 - quinta-feira

Os metroviários da capital paulista aprovaram terça (9) a proposta de realizar uma paralisação de 24 horas, a partir de zero hora do dia 18, contra a privatização das linhas 5-Lilás (Adolfo Pinheiro - Capão Redondo) e 17-Ouro (Morumbi - Congonhas). Nova assembleia será realizada na próxima quarta (17), para definir o movimento.

O governo tucano de Geraldo Alckmin marcou o leilão para o dia 19, na Bolsa de Valores.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo afirma que, além dos prejuízos que a entrega das linhas ao setor privado vai trazer aos usuários, o processo de licitação tem cartas marcadas. A entidade antecipou que a empresa Via Quatro (CCR), a mesma que opera a linha 4 - Amarela, sairá “vencedora” do leilão. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa, realizada na manhã desta quinta (11).

Wagner Fajardo, coordenador do Sindicato, denuncia que o governo Alckmin já tem planos de privatizar outras linhas, como a 15 (Monotrilho da Vila Prudente). "O Metrô alega que não haverá cortes e que irá absorver todos os trabalhadores, mas o Sindicato está atento a isso e não iremos aceitar demissões", disse à Agência Sindical.

Ações programadas:

– Quinta (11): reunião às 14 horas do Fórum em Defesa do Metrô Público e Estatal com participação de Centrais Sindicais e movimentos populares, ambas no Sindicato.
– Quarta (17): assembleia no Sindicato. Pauta: preparação da greve.
– Sexta (19): ato público, a partir das 14 horas, em frente a Bolsa de Valores (rua Quinze de Novembro, Centro).

Tarifas - Além da privatização das linhas, os metroviários também protestam contra a terceirização das bilheterias e o aumento das tarifas. Nesta quinta (11), ao lado de outros sindicatos e movimentos sociais, eles participam de ato público contra o aumento das tarifas do transporte. Será em frente ao Teatro Municipal, a partir das 17 horas.

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