Apeoesp segue na luta pela implantação do Piso nacional dos professores

• 9/1/2018 - terça-feira


O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) decidiu intensificar a luta pelo reajuste de 10,15%, conquistado em decisão de segunda instância no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP). Apesar da decisão favorável aos professores, o governo Alckmin conseguiu suspender a execução da sentença por meio de um recurso extraordinário.

A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha (Bebel), disse à Agência Sindical que a entidade já recorreu da decisão adotada pelo desembargador Ricardo Henry Marques Dip, que livrou o governo estadual de cumprir a lei que regulamenta o Piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público.

"A luta continua pelo pagamento do reajuste de 10,15%, conquistado em duas instâncias do TJ no ano passado, que equipara o salário-base ao Piso nacional. Ingressamos com recurso no Superior Tribunal de Justiça e aguardamos o retorno do recesso judiciário", destaca Bebel.


Maria Izabel Noronha (Bebel) é professora e preside a Apeoesp

Ela adiantou que a Apeoesp também prepara um calendário de mobilizações em prol da valorização dos profissionais em educação. "Nossa luta – que é jurídica e política – vai continuar nas ruas, mobilizando a sociedade em defesa da efetiva valorização dos professores e professoras e pela melhoria da qualidade do ensino", afirma.

Maria Izabel Noronha avalia que o reajuste de 7% nos salários é uma vitória que reforça a mobilização da categoria. Na semana passada, a gestão Geraldo Alckmin anunciou um reajuste de 3,5% para o funcionalismo estadual – com exceção dos policiais (4%) e professores (7%).

Segundo a dirigente, o reajuste "não é uma concessão, uma dádiva”. “É resultado da nossa luta e não desistiremos dos 10,15%, pois a partir deste mês a defasagem salarial aumenta, devido ao reajuste de 6% no valor do Piso nacional", observa.

Bebel critica a administração tucana, que na sua avaliação trata os profissionais da educação com desrespeito. Ela cita como exemplo o fato do governo impedir professores, que por algum motivo de saúde fiquem temporariamente impedidos de dar aulas, de atuarem em outras funções pedagógicas dentro da escola.

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