Centrais promovem panelaço em SP contra a reforma da Previdência

• 6/12/2017 - quarta-feira

Centrais, Confederações, Federações e Sindicatos realizaram terça (5) manifestações e atos contra a reforma da Previdência. Os protestos, que ocorreram em todo o País, tiveram diferentes formas de manifestação de repúdio ao desmonte da Seguridade Social.


Centrais ocupam frente do prédio do INSS no Centro de São Paulo

No centro de São Paulo, dirigentes e ativistas da CTB, Nova Central, Força Sindical e CSB se concentraram em frente à superintendência do INSS, no viaduto Santa Efigênia. Batendo panelas, representantes de diversas categorias como eletricitários, metalúrgicos, químicos e funcionários públicos e urbanitários, entre outras, repudiaram o ataque a direitos conquistados em décadas de luta pela classe trabalhadora.

“Esse governo golpista ataca nossos direitos, lesando mulheres e aposentados. Não tem limites. Se colocar a Previdência pra votar, o Brasil vai parar”, afirma o presidente da CTB, Adilson Araújo.


Panelaço organizado pela CTB tomou conta do viaduto Santa Efigênia

Kátia Rodrigues, servidora pública e dirigente da Nova Central, disse que o protesto “mostrou que os trabalhadores não aceitam esses ataques”. “Antes era o déficit, não colou. Agora resolveram que o servidor é o grande vilão da história. Não somos culpados pelos desmandos desse governo e não vamos pagar essa conta”, assinala.

Fábricas - Durante a manhã, os metalúrgicos de São Paulo realizaram diversas paralisações em portas de fábrica, orientando os trabalhadores sobre os males da reforma da Previdência.


Metalúrgicos da Alston, em São Paulo, fazem manifestação na porta da empresa

À tarde, a maior capital do País presenciou novo protesto, organizado pela CUT na avenida Paulista. A Central informa que realizou atos e paralisações contra o fim da aposentadoria em 25 Estados. “É preciso aumentar a pressão nas bases dos deputados e mostrar toda nossa indignação contra mais esse ataque do governo”, diz Douglas Izzo, presidente da CUT-SP.

Guarulhos - Protesto reuniu mais de 300 pessoas, entre dirigentes e ativistas em frente à Agência da Previdência Social na Vila Endres. Participaram 12 Sindicatos. Para o presidente do dos metalúrgicos, José Pereira dos Santos, o ato mostrou o sindicalismo “unido em defesa dos direitos e no combate às maldades governistas e patronais”.


Categorias ligadas a 12 sindicatos em ato na agência da Previdência Social em Guarulhos

São José dos Campos - O ato no Vale do Paraíba reuniu 13 Sindicatos. Os metalúrgicos realizaram paralisações em portas de fábrica, mobilizando cerca de 4 mil trabalhadores. Houve caminhada pelas principais ruas do centro comercial da cidade, reunindo cerca de 300 pessoas.


Metalúrgicos de São José dos Campos caminham pelas ruas do centro comercial da cidade

“Nossa categoria deixou claro que é contra essas reformas do governo Temer. Primeiro veio a trabalhista, agora a Previdência. Paralisamos atividades na GM, Panasonic e outras”, disse à Agência Sindical o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros (Macapá). 

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