Servidores de SP rechaçam projeto que arrocha salários e sacrifica categoria

• 11/10/2017 - quarta-feira

A Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de São Paulo (Fessp-Esp) mobilizou o funcionalismo nesta terça (10), para cobrar dos deputados estaduais a rejeição do Projeto de Lei 921/2017. A proposta, que autoriza o governo Alckmin a renegociar a dívida paulista com a União, joga a conta do ajuste fiscal nas costas do funcionalismo.

O projeto, enviado dia 5 de outubro à Assembleia Legislativa, em caráter de urgência, prevê a readequação das contas do Executivo, para fazer frente às garantias e contragarantias exigidas pelo governo federal no acordo para o refinanciamento das dívidas dos Estados.


Lineu Mazano preside uma das Federações de Servidores no Estado de São Paulo

O dirigente disse à Agência Sindical que a Lei Federal n° 156/2016, que alonga o prazo de pagamento da dívida para até trezentos e sessenta meses, exige dos governos estaduais pesadas medidas de arrocho fiscal, entrega de patrimônio e corte de despesas sociais.

“O projeto tem caráter de urgência, podendo ser colocado em votação a qualquer momento sem qualquer discussão com os servidores e a sociedade”, critica Lineu Mazano. O sindicalista passou todo dia na Assembleia Legislativa negociando com as lideranças dos partidos.

"Hoje (ontem) é o último dia para apresentação de emendas. Estamos conversando com os parlamentares e sugerindo alterações no projeto a ser votado. Os trabalhadores não podem pagar essa conta", afirma.

"Essa readequação passa pelo congelamento de salários, promoções, planos de carreira e outros direitos. Mais uma vez, o servidor público é que será penalizado, por conta das administrações ruins. Congelam-se salários para que se pague a dívida com a União", denuncia Lineu Neves Mazano, presidente da Fessp-Esp.

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