18/9/2017 - Hora das velhas ideias

18/9/2017 - segunda-feira


João Franzin é jornalista
e diretor da Editora e Agência de Comunicação Sindical
E-mail: franzin@agenciasindical.com.br
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WhatssApp Agência Sindical: (11) 94270.9363

A agressividade da reforma trabalhista de Temer afeta duramente o movimento sindical. Primeiro, pelo corte dramático de direitos trabalhistas; segundo, pela dificuldade de manutenção e atuação das entidades de trabalhadores.

A violência e a rapidez da reforma geraram perplexidade e revolta. Há muitas e diferentes reações, bem como propostas. Uma das teclas marteladas é de que, agora, o sindicalismo precisa ser criativo, ter novas ideias, buscar saídas inovadoras.

Nada mais errado. Até porque, fomos atacados pelo velho inimigo de classe, por meio de técnicas antigas e com o antigo objetivo de aumentar seus lucros e ampliar nossas perdas.

Diante desses fatos, temos de nos apegar a velhas ideias e à própria experiência. E a primeira coisa a ser feita é resistir.

A primeira ideia é: explicar aos trabalhadores - e à sociedade - o poder devastador da reforma.

Segunda: reforçar a atuação jurídica, seja na defesa, já, de direitos ameaçados, seja em negociações coletivas das campanhas salariais, seja com a abertura do máximo de ações nas instâncias judiciais.

Terceira: valorizar a comunicação com a base, porque a imprensa sindical tem o poder de informar, esclarecer, combater e também dar suporte às lutas das entidades.

Quarta: sindicalizar ao máximo, trazer novos associados e recuperar ex-sócios antigos.

Quinta ideia: extrair o máximo da estrutura atual, evitar desperdícios, jogar cargas ao mar, ou seja, livrar-se de tudo que põe peso excessivo na estrutura ou no nosso barco, durante essa travessia tormentosa.

Certos setores do sindicalismo brasileiro têm a experiência de organizar ações intersindicais, nas lutas do movimento ou na ação política. Essa experiência deve evoluir para o compartilhamento de estruturas, para que haja menos custos e melhor desempenho.

Essas ideias não são novas. E é bom que não sejam. A reforma trabalhista de Temer significa tentar fazer o Brasil voltar à Casa-Grande - é ideia velha, portanto, sem surpresas de forma ou de conteúdo.

No centro das nossas ideias e da nossa resistência deve estar a velha e boa consciência de classe, que move a classe dominante, no seu campo de interesses, e deve nos mover também naquilo que nos interessa e diz respeito.

 

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