Metalúrgicos de todo Brasil aprovam agenda de lutas contra reformas

• 11/8/2017 - sexta-feira


Entidades sindicais metalúrgicas de todo o Brasil, representando cerca de 2 milhões de trabalhadores, se reuniram nesta sexta (11), em São Paulo, para definir um calendário de ações de resistência e combate às reformas do governo Temer.

O encontro ocorreu no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, com presença de dirigentes ligados à CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas.

Os sindicalistas decidiram realizar, em 14 de setembro, o "Dia Nacional de Luta, Mobilizações e Greves". Entre os dias 28 e 31 de agosto, haverá mobilizações da categoria em todo o País como forma de esquenta da manifestação nacional unitária.


Dirigentes metalúrgicos participam de 2ª reunião para definir ações contra reformas


Miguel Torres, presidente do Sindicato de São Paulo e da Confederação da categoria (CNTM), disse à Agência Sindical que a situação exige que os sindicalistas “se empenhem cada vez mais para conhecer essa nova lei trabalhista”.

“O momento pelo qual o País está passando serve de lição para que possamos ampliar a luta. Não podemos ficar só nas nossas categorias. Temos que fazer uma luta de classes", afirma.

Mobilização - O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva, destaca que a agenda de manifestações vai mostrar o poder de mobilização da categoria. "Os metalúrgicos sempre foram vanguarda nas lutas. Hoje, diante desses ataques do governo, não pode ser diferente. Estamos unidos e vamos fazer de tudo para derrubar essa reforma, que é nociva ao trabalhador", enfatiza o dirigente.

Marcos Verlaine, assessor parlamentar do Diap, participou do encontro e defendeu o reforço da comunicação com a base. "Os Sindicatos e sindicalistas estão sofrendo um ataque brutal. É necessário que a comunicação com os trabalhadores seja precisa e esclarecedora”, frisa.

Os dirigentes voltam a se encontrar dia 22 de agosto, para finalizar o informativo que será distribuído aos trabalhadores e definir como serão as ações do esquenta.

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