14/6/2017 - Articular a comunicação

14/6/2017 - quinta-feira


João Franzin é jornalista
e diretor da Editora e Agência de Comunicação Sindical
E-mail: franzin@agenciasindical.com.br
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WhatssApp Agência Sindical: (11) 94270.9363

Dia 13 de junho, falei de mídia sindical no 8 º Congresso da Força. A convite e orientado pelo jornalista Jorge Pires, assessor da entidade, dividi minha fala em duas etapas. Na primeira, contei sobre minha trajetória profissional e da própria Agência Sindical, às vésperas do 26º aniversário. Na segunda parte, mais interessante e acalorada, tratei com os colegas das tarefas diárias da comunicação sindical, da tensão imposta pelo ritmo pesado de trabalho e, naturalmente, da importância estratégica da imprensa dos trabalhadores.

Por conselho do jornalista Sérgio Gomes (Serjão da Oboré), sempre que vou a eventos assim levo algo por escrito, para ser distribuído entre os participantes. Isso, de certa forma, materializa as ideias debatidas e também fixa eventuais propostas tratadas. Levei e distribuí um pequeno texto, “uma proposta”, em que sugiro a articulação da comunicação sindical voltada para os grandes atos unitários, como a greve geral do dia 28 de abril, o Ocupa Brasília em 24 de maio e a nova greve marcada para o dia 30 deste mês.

Tive o cuidado de não apontar uma forma definida, por entender que o formato de algo mais articulado na comunicação dependerá de decisão política das cúpulas sindicais, bem como deverá ser moldada conforme cada manifestação – para o antes, o durante e o depois. Minha ideia central é de que a unidade política das Centrais, Confederações etc. deverá encontrar seu caminho também na comunicação.

A Força é uma Central ampla e variada, que agrega as mais diferentes categorias profissionais, de todas as regiões do País, com sindicalistas de posicionamentos políticos diversos. A comunicação da Central, por essas razões, reflete essa variedade naquilo que ela tem de boa ou de ruim. Tentar dar um padrão à imprensa forcista talvez não seja a melhor solução. De todo modo, chamei atenção para a má qualidade gráfica de muitos materiais atuais, com a recomendação de se procurar fazer comunicação ágil, edição cuidadosa e publicar mensagens de fácil compreensão pelos trabalhadores.

Houve debates em torno da nossa atuação cotidiana, da relação muitas vezes tensa com dirigentes e da má vontade da grande imprensa. Os profissionais de mídia e os dirigentes presentes ao Encontro de Comunicação, sob coordenação dos dirigentes nacionais Juruna e Serginho, também concordaram que é preciso haver mais debates e trocas de experiência sobre a imprensa sindical e a atuação em rede, o que é uma forma de fazer comunicação mais articulada e abrangente.

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