Saúde e segurança do trabalhador estão ameaçadas com reformas de Temer

•19/5/2017 - sexta-feira

O Programa da Sexta recebeu hoje (19) o diretor do Departamento de Saúde e Segurança do Trabalhador do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região e presidente do Diesat (Departamento Intersindical de Pesquisas e Estudos de Saúde e dos Ambientes de Trabalho), Elenildo Queiroz Santos (Nildo).

Baiano de Poções, e filho de metalúrgico, Nildo chegou a São Paulo aos cinco anos de idade e se fixou em Ermelino Matarazzo, bairro da Zona Leste da cidade. Trabalhou como engraxate, office-boy, bancário e finalmente seguiu os passos do pai e tornou-se metalúrgico.

Nildo já tem 30 anos na empresa Bardela, onde fez parte da Cipa. Em 1997, recebeu convite para fazer parte da direção do Sindicato onde hoje coordena o Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador.

Para ele, as questões relativas à saúde e segurança deveriam ser prioridade dentro de qualquer empresa. "Existe um conjunto de normas que regem a segurança e saúde do trabalhador. As NRs, as Normas Regulamentadoras, são elaboradas em conjunto por representantes dos trabalhadores, patrões e governo. Porém, algumas empresas ignoram. Se forem respeitadas, os trabalhadores estarão protegidos", afirma Nildo.

O sindicalista conta que cada empresa tem sua peculiaridade e por isso é preciso uma fiscalização mais rigorosa. "Quando se fala em saúde do trabalhador e segurança no trabalho, cada empresa tem uma particularidade. Uma montadora nos dias de hoje, por exemplo, é menos perigosa que uma fundição. Por isso, precisamos nos especializar a cada dia", explica.


Prado Junior entrevista Elenildo Queiroz Santos (Nildo) no Programa da Sexta


Quanto às reformas, ele é taxativo: "Se elas passarem, com toda a certeza, o índice de acidentes no trabalho vai aumentar muito. A reforma trabalhista, do jeito que está, precariza não só a relação patrão e empregado, como também o próprio trabalho". E prossegue: "Ficam olhando para a reforma da Previdência como se ela se resumisse à idade mínima. Mas não é só isso. Ela ataca direitos e reduz os salários dos aposentados, entre outras maldades".

De acordo com Nildo, o Fora Temer e Diretas Já, já chegou às bases. "O trabalhador tem plena consciência de que essas reformas e esse governo estão aí para beneficiar rentistas e especuladores. Nosso movimento foi muito grande no dia 28 de abril. Na próxima quarta (24), o Sindicato está se mobilizando para o Ocupa Brasília", afirma.

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home