Projeto de reforma trabalhista deve ganhar mais tempo no Senado

17/5/2017 - quarta-feira

Cresce no Senado a ideia de que é preciso mais tempo para análise e debate da reforma trabalhista. O movimento sindical tem feito ver aos senadores que a rapidez com que a Câmara dos Deputados aprovou o projeto – e agravou os ataques a direitos – denuncia interesses patronais e de setores conservadores da sociedade.


Dirigentes das Centrais se reúnem com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL)

A Agência Sindical ouviu Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese, que tem assessorado as Centrais Sindicais nas tratativas no Senado. Ele diz: “Na medida em que os senadores tomam conhecimento da gravidade e da abrangência da reforma, cresce a compreensão de que a matéria precisa de mais tempo para ser analisada”.

Segundo Clemente, o conhecimento acerca da profundidade da reforma aprovada na Câmara “aumenta a preocupação de vários senadores sobre os desdobramentos práticos da reforma na vida do trabalhador e no próprio mercado de trabalho”.

Renan - As Centrais e deputados alinhados ao sindicalismo têm feito tratativas com Renan Calheiros (PMDB), Kátia Abreu (PMDB), Paulo Paim (PT) e senadores de diversos partidos e matizes ideológicos. Os sindicalistas buscam, até o dia da Marcha a Brasília, 24 de maio, encontrar-se com Eunício de Oliveira, que preside a Casa e pode influir no rito do projeto.

Juruna - O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), tem sido presença frequente nas tratativas junto ao Senado. Ele diz: “As Centrais são unânimes em criticar a solução por eventual Medida Provisória de Temer. Entre nós, não há dúvidas de que o projeto vindo da Câmara é muito ruim. Mas há quem defende o ajuste ponto a ponto e quem rejeite por completo o texto aprovado pelos deputados”.

Dia 24 -
O dirigente da Força explica que as negociações no Senado - ou eventual tratativa com o governo – não desmobilizam o Ocupa Brasília, dia 24. Segundo o sindicalista, “quanto mais forte a Marcha, quanto mais força o movimento acumular com a Marcha, mais poder de negociação teremos a respeito das reformas”.

Juruna também considera positivo ter conseguido junto a Renan Calheiros garantia de que será apreciado o projeto elaborado por várias Centrais, Confederações, seus assessores e corpo técnico do Dieese.

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