Sindicalistas condenam retrocesso e cobram diálogo sobre PL trabalhista

17/5/2017 - quarta-feira

O plenário do Senado realizou terça (16) a segunda sessão temática para debater a reforma trabalhista (PLC 38/2017). O encontro teve a participação de dirigentes da CUT, CSB e UGT, entre outros debatedores.

O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, criticou a falta de diálogo do governo na elaboração da proposta e afirmou que o projeto vai acirrar conflitos entre empregados e empregadores. “Aquilo que começa errado termina errado. Este processo começou muito errado. Nenhuma das grandes Centrais Sindicais foi chamada para trabalhar na elaboração da proposta”, afirma.


Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT

O representante da CUT disse também que o projeto vai acabar com os empregos fixos, levando o trabalhador a sobreviver de "bicos".

Para Antônio Neto, presidente da CSB, o setor patronal “banca uma proposta de retrocesso nos direitos trabalhistas e sociais, chancelada na Câmara dos Deputados com uma rapidez jamais vista na história”. O sindicalista acusou o governo e as entidades patronais de tentarem “vender” para o trabalhador o oposto do que representa a reforma trabalhista.


Antônio Neto preside a CSB

O presidente da UGT, Ricardo Patah, destacou que a reforma "ataca a classe trabalhadora e não pode ser aprovada desta forma no Senado". "Vamos procurar todos os partidos, para mostrar que a reforma é maléfica", diz.

MPT - O presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Ângelo Fabiano Farias da Costa, criticou duramente a proposta do governo Temer. Ele advertiu que o projeto vai retirar direitos do trabalhador e gerar insegurança jurídica.

“Em vez de combater o descumprimento da lei trabalhista, a reforma dificulta o acesso à Justiça, limita a indenização por acidente de trabalho e não garante uma regra para manter o emprego de quem já está empregado”, condena Costa.

Audiências - Ontem, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou requerimento para realização de mais uma audiência pública sobre o tema. Nesta quarta (17), a CAE e a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) promovem a segunda audiência pública conjunta para debater a proposta. Será às 14 horas, no plenário 19, ala Alexandre Costa. O relatório sobre o projeto deve ser apresentado semana que vem pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

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