Portuários de Santos reforçam adesão à greve contra as reformas de Temer

19/4/2017 - quarta-feira

A greve geral convocada pelas Centrais Sindicais promete parar a Baixada Santista, dia 28.

Assembleia realizada segunda (17), reuniu oito Sindicatos que representam todos os segmentos em atividade no Porto de Santos, aprovou o engajamento à paralisação nacional contra as reformas da Previdência, trabalhista e a nova lei da terceirização imposta pelo governo federal.

O encontro da unidade portuária teve a presença dos Sindicatos de estivadores, operários portuários (Sintraport), funcionários administrativos (Sindaport), rodoviários, operadores de guindastes e empilhadeiras, conferentes, consertadores vigias e trabalhadores de bloco. Também participaram sindicalistas de outras categorias, como bancários, petroleiros metalúrgicos e construção civil, entre outras.


Assembleia da unidade portuária, em Santos

A Agência Sindical falou ontem (18) com Claudiomiro Machado (Miro), presidente do Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários em Geral nas Administrações dos Portos e Terminais Privativos e Retroportos (Sintraport), que representa os empregados da Codesp e dos terminais.

“Não admitiremos que o governo rasgue a CLT e acabe com o direito à aposentadoria. Vamos parar tudo aqui”, afirma o sindicalista. “Esses políticos que estão aí, todos envolvidos na Lava Jato, não têm moral pra tirar qualquer direito dos trabalhadores”, acrescenta.

Miro contou que a decisão foi adotada, por unanimidade, pelos empregados da companhia docas (Codesp, estatal federal), mais os trabalhadores avulsos e vinculados aos terminais privados. “Vamos defender nossas conquistas, que custaram muito esforço, muita luta e até morte. Dia 28 vamos parar o País”, frisa.

Articulação - O sindicalismo explicou que os trabalhadores do Porto decidiram por uma paralisação de 24 horas, mas haverá reuniões com dirigentes de outras categorias, nos próximos dias, para organizar a greve em toda a baixada Santista e Litoral. Dia 26, às 19 horas, os Sindicatos voltam a se reunir, para definir o local de concentração e os pontos que serão priorizados na paralisação.

Estiva - Segundo Rodnei Oliveira da Silva (Nei), presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, o porto “ficará totalmente paralisado”. “E se a greve nacional não surtir o efeito esperado, tomaremos outras medidas para garantir nossos direitos”, conclui.

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