Novo Conselhão reduz participação sindical

21/11/2016 - segunda-feira

O novo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, realizou nesta segunda (21) a primeira reunião desde que foi anunciada sua nova formação. Neste novo colegiado, o movimento sindical perdeu quase toda a representatividade.

O Conselhão é um grupo composto por representantes da sociedade civil, que tem a missão de assessorar o presidente da República. É o único conselho que trata de todas as áreas de atuação do Poder Executivo. Segundo o diretor-técnico do Dieese, o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, que integra o CDES, a redução da representação sindical é lamentável.

"Os trabalhadores estão quase sem voz nesse conselho. O número de representantes caiu de 20 para apenas cinco", ressalta.

Clemente falou à Agência Sindical depois da primeira reunião do novo colegiado. Ele comparou esse primeiro encontro a um time de futebol com jogadores recém contratados. "Todos vestiram seus uniformes, mas ninguém se conhece. Vamos ter que treinar muito antes de entrar em campo para o jogo", comenta.

Na visão do sociólogo, a velocidade de atuação do CDES também está em descompasso com a crise e é inversamente proporcional à que o governo vem imprimindo em suas decisões. Ganz Lúcio explica que os conselheiros formarão grupos de trabalho, para só então iniciar a análise dos temas sugeridos pela presidência da República: ambiente de negócios, desburocratização do Estado, competitividade e produtividade, além de educação.

Esses grupos devem se reunir periodicamente a partir de dezembro para apresentar, somente em 7 de março de 2017, soluções para os assuntos propostos.

Conselhão - Formado por representantes da sociedade civil, o grupo deveria colaborar com o desenvolvimento de políticas públicas que levassem o Brasil a superar a recessão e retomar o crescimento e a geração de emprego.


Padilha, Michel Temer e Henrique Meirelles durante reunião do Conselhão

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