14/7/2016 - Os trabalhadores têm o que TEMER? - Walter dos Santos

14/7/2016 - quinta-feira

Walter dos Santos
é presidente do Sindicato dos Comerciários de Guarulhos e Região( Sincomerciários)

Pergunto porque é fácil de perceber que os ataques contra os nossos direitos mal começaram.

Se não tomarmos cuidado, vão querer legalizar até o trabalho escravo com a desculpa de que a economia não está bem e que isso é preciso para colocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento. Mas é conversa fiada. Há desemprego, temos recessão, mas estão pintando a situação muito pior do que é, apenas para que esses grupos retrógrados possam se apossar do governo, como o fizeram, colocarem lá um fantoche chamado Michel Temer, sem legitimidade das urnas, que atende aos seus interesses e atacarem os trabalhadores.

O objetivo é um só, tirar até o couro do povão e encher os cofres dos patrões que, em boa parte das vezes, nem brasileiros são ou não moram em nosso País. Então querem que o Brasil se dane, pretendem apenas explorar o que podem.

Como tenho dito, não importa agora ficar discutindo se a incompetente da presidente Dilma é ou não é desonesta. Ela foi eleita e isso deveria ter sido respeitado. Não foi, mas já é passado.

Agora, temos que nos unir. Depois da votação final do impeachment, que é um jogo definido de cartas marcadas, é que os verdadeiros ataques serão realizados.

Estão sob ameaça os nossos direitos trabalhistas, as nossas aposentadorias, os nossos benefícios sociais.
Vão tentar nos intimidar com conversas como essa lançada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), de 80 horas semanais de jornada de trabalho, apenas para que aceitemos os ataques. Eles sabem que 80 horas não dá, mas isso é apenas uma ameaça velada, algo para nos deixar impressionados, para que aceitemos os ataques reais.

Nós não vamos engolir conversa de crise. Eles, os patrões, que fiquem com ela.

Mas, é preciso que seja feito um aviso sério. A participação dos trabalhadores é muito importante. O momento é grave. Devemos deixar as divergências de lado e nos unirmos para manter os nossos direitos e, porque não, conseguirmos outros mais. Não devemos abandonar discursos como o da redução da jornada de trabalho, sem redução de salário. Não devemos abaixar as nossas cabeças, nós somos o coração desse País, somos o pulmão do Brasil, somos as pernas, os braços. Sem os trabalhadores, eles, os patrões, não são nada. Mas só mostramos nossa força quando estamos unidos, coisa que eles não querem.

Repito o que já disse em outras oportunidades, nós não vamos pagar o pato.

Com nossa união não há nada a TEMER! 

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