10/9/2015 - Choro do Sesc não cola

13/7/2015 - segunda-feira

João Franzin é jornalista
e diretor da Editora e Agência de Comunicação Sindical
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João Franzin

Não existe Sistema S específico para a pequena empresa, com vantagens que seriam justas. Aqui na Agência Sindical, que recolhe para o Serviço Social do Comércio (Sesc), o percentual é o mesmo que pagam o WalMart e outros gigantes do ramo.

Os funcionários da Agência podem se associar ao Sesc e também têm direito de fazer cursos pagos (caros) no Senac. Nossa empresa fica na mesma calçada do Sesc Consolação. Os funcionários podem, mas a maioria não utiliza. Eu, que gostaria de usar, não posso, uma vez que sou empregador. É injusto.

Fui ao Sesc aqui ao lado, tentando me inscrever como sócio usuário, categoria que existia no passado, quando se podia pagar anuidade. Não pode mais. Observe: eu não queria de graça, mas mesmo pagando não tenho acesso à academia, por exemplo, que fica às moscas boa parte do dia e lota só no pico.

Imagine se o Sesc tivesse real problema de caixa, como alardeia Danilo Miranda, diretor da entidade em São Paulo, no jornal Folha de S. Paulo, em matéria de página inteira desta quarta (9). Receberia de braços abertos pequenos empresários e profissionais liberais na condição de sócios usuários. Eu digo: o Sesc tem dinheiro e também tem lobby na mídia, porque, se não, como cavaria página inteira no jornal dos Frias?

Faça a conta. Se o Sesc abrisse para micro e pequenos empresários do seu ramo, cobrando R$ 30,00 por mês, recolheria R$ 360,00 por ano. Imagine 100 mil empresários-usuários a R$ 360,00 por ano. Daria ou não um belo aporte de recursos?! Com a carteira de usuário, esse contingente teria mais estímulo para, também, utilizar toda a rede, inclusive teatros, centros esportivos, cinema e outros, carreando dinheiro para o caixa do Sistema.

Tenho amigos sindicalistas que integram o conselho do Sistema S, vaga só obtida no governo Lula após muita resistência da capitania hereditária patronal. Vou levar a eles essa proposta de quebrar a regra burra e abrir a entidade a sócios usuários, que só utilizariam em horários específicos, dentro de cotas, a fim de não tirar a vez do comerciário empregado.

Vou contatar Abram Szajman, homem vivido e inteligente, que preside o sistema no Estado de São Paulo. Falarei com o deputado Vicentinho e também com Paulinho da Força, a fim de verificarem a possibilidade de abrir mais o sistema S, criado, sabiamente, por Getúlio Vargas.

Observe: sou contra o governo reter parte do dinheiro do Sistema S, para fazer caixa. Também sou contra a caixa-preta que é o Sistema, saqueado, segundo denúncias à época, certa feita quando seu superintendente saiu candidato a senador pelo partido da ditadura, no Estado de São Paulo. Sou contra, também, que o Sesc financie a suposta vanguarda artística, consumindo parte preciosa dos recursos em iniciativa tolas e metidas a modernas, incensadas pela mídia, mas ignoradas pelo público.

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