24/8/2015 - Nossa luta pelo emprego

*Por Ricardo Patah

Ricardo Patah é presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo
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A economia brasileira passa por um dos seus momentos mais difíceis dos últimos dez anos. E quem vem sofrendo as mais duras consequências, mais uma vez, é a classe trabalhadora.

A recessão, que muitos não querem admitir, é uma realidade. A inflação já passa de 7% e os juros são os maiores do planeta. Isso tem levado o comércio e a indústria a perderem vendas e, consequentemente, diminuírem seus postos de trabalho, com demissão em massa de trabalhadores.

No comércio, que nos últimos dez anos assistiu ao número de postos de trabalho aumentar em 30%, o fechamento de lojas tem como resultado mais de 60 mil demissões este ano em São Paulo. Números assustadores. Mas, para o governo, na hora de oferecer alternativas para evitar essa avalanche de demissões, a indústria, principalmente a automobilística, é o setor que recebe atenção.

Por essa razão, nós, aqui do Sindicato dos Comerciários, vamos dar início a uma grande mobilização nacional, denunciando o drama que vem passando a classe trabalhadora, em particular os trabalhadores do comércio.

Aliado à crise, ainda temos que travar uma verdadeira guerra contra os maus patrões, que não respeitam os direitos fundamentais dos trabalhadores.

A campanha, que iniciamos a partir do fechamento da loja Arco Íris, um estabelecimento na região da 25 de Março, que encerrou suas atividades depois de 66 anos por causa da crise econômica e da falta de apoio do governo, tem como objetivo pedir a garantia e a manutenção dos postos de trabalho e tratamento igual do governo para o setor de comércio e serviços – hoje um dos maiores empregadores do Brasil e que vem enfrentando os mesmos problemas ou maiores que a indústria automobilística, setor que recebe amplo e total apoio, com empréstimos subsidiados e isenções de impostos.

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