3/8/2015 - Na saúde, Sindicatos fazem papel que cabe ao governo

*Por Ricardo Patah

Ricardo Patah é presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo
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Um dos maiores problemas do Brasil é a falta de uma saúde pública de qualidade mínima para atender nossa população. Falta tudo: hospitais, médicos, enfermeiros, remédios e salários compatíveis com a função.

Ou seja, a questão da saúde no País é um caos e está literalmente na UTI. E as maiores vítimas de tudo isso são os trabalhadores e seus familiares. O resultado é que, em muitos casos, os Sindicatos acabam assumindo responsabilidades que, constitucionalmente, não são suas, mas, para não deixar o trabalhador sem assistência médica ou odontológica, assumem essa responsabilidade.

No Sindicato dos Comerciários de São Paulo (filiado à UGT), essa situação é bem clara e os números de atendimentos médico-odontológicos registrados no ano passado apontam como caminha a saúde pública no Brasil. Só no Ambulatório Médico e Odontológico, na Vila Clementino, e em nossas subsedes, atendemos por anos mais de 200 mil trabalhadores e seus familiares.

Esse número, superior à população de milhares de cidades brasileiras, é registrado na maior cidade do País, onde se subentende que a população deveria ter mais acesso às políticas públicas.

O atendimento médico no Brasil, comprovadamente, é um dos piores do mundo e está muito longe de melhorar. De acordo com o Ministério da Saúde, possuímos apenas 1,8 médico por mil habitantes, mesmo com o Programa Mais Médicos, que importou centenas de médicos cubanos para trabalhar em cidades do Interior do País.

Somos campeões da bola, da Fórmula 1 e de tantas outras atividades esportivas, mas somos lanterninha na saúde pública. Aos trabalhadores, mesmo com a perseguição que os Sindicatos sofrem, só resta buscar socorro nos ambulatórios das suas entidades que, a exemplo dos Comerciários de São Paulo, fazem o papel que caberia ao governo.

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