20/7/2015 - Meu artigo e meu abraço

*Por Ricardo Patah

Ricardo Patah é presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo
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Inicio hoje, dia 20, a publicação de artigos na seção “Opinião” do boletim eletrônico Repórter Sindical. A partir de agora, toda segunda, você lerá um texto inédito, no qual farei considerações pessoais, sindicais e políticas sobre assuntos de interesse dos trabalhadores e da sociedade, em geral.

Terei a honra de ocupar espaço onde escrevem, em dias variados, amigos e pessoas da qualidade de João Guilherme Vargas Neto, Antônio Augusto de Queiroz (Toninho), Clemente Ganz Lúcio e Miguel Torres. Espero também contribuir com o debate de ideias e de projetos.

Sou paulistano, comerciário, presidente reeleito do Sindicato da minha categoria, em São Paulo, e também da União Geral dos Trabalhadores. Sou filiado ao PSD, gosto de política, sou leitor voraz e aprecio muito o cinema. E, claro, sou torcedor do “glorioso alvinegro praiano”.

Começo a publicação dos artigos numa fase complicada da vida nacional, em meio a uma crise econômica preocupante e à muita desorientação política, seja no governo federal, seja no âmbito do Parlamento. Nesta segunda, especialmente, o ambiente político está muito tenso, em razão dos escândalos do chamado “petrolão” e pela forma irada com que o presidente da Câmara, envolvido em suspeitas por meio de delação premiada, promete retaliar o governo.

Então, penso que é meu dever, nesse momento, reafirmar compromisso com a democracia, o Estado de Direito e a normalidade das instituições. Penso e agirei assim enquanto cidadão e assim também me comportarei na condição de dirigente sindical e presidente de uma Central, a UGT. No âmbito das Centrais, meu empenho continuará no sentido de aprofundar as convergências e cimentar nossa unidade.

Nesta semana, iniciamos também a campanha salarial dos 500 mil comerciários de São Paulo. Da parte do Sindicato, procuraremos fazer uma campanha participativa – para tanto, estamos ouvindo os trabalhadores, por meio de diversas formas de consulta. Nossa pauta será construída de baixo para cima, a fim de refletir os reais anseios da base que representamos.

Por fim, quero falar do empresariado do nosso setor. Admiro os empreendedores, os homens e mulheres que acordam cedo e dormem tarde para fazer o comércio de nossa cidade ser um dos mais pujantes do mundo. Peço a esses empresários que, na negociação salarial, mostrem sua consciência coletiva, entendendo que o trabalhador é seu parceiro e agente fundamental do processo econômico e social.

Ninguém existe sozinho. Ninguém progride sozinho. Ninguém constrói sozinho nada de efetivo, coletivo e duradouro.

Um abraço do Ricardo Patah.

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