6/7/2015 - Fim do mundo onde?

6/7/2015 - segunda-feira

João Franzin é jornalista
da Agência Sindical
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João Franzin

Li três notícias boas no Valor Econômico da sexta, dia 3. Li, repasso e comento. Acho relevantes, pois contrariam o clima de fim do mundo alardeado pela mídia e cultivado por entusiastas do terceiro turno.

Abílio Diniz - O empresário, ao falar em seminário organizado pela revista The Economist, mencionou um “pessimismo excessivo no Brasil”. Disse mais: “Os governos passam, o Brasil vai adiante. O mais importante, para o crescimento, é o investimento privado e público”.

Informou o presidente do conselho da BRF que: a) No primeiro semestre, a BFR aumentou sua produção em 8%, em toneladas; b) O Carrefour, onde Diniz também tem poder de mando, as vendas cresceram 7%.

Coca-Cola - A múlti e suas nove engarrafadoras investem R$ 2,7 bi no País, até 2017. A fabricante da bebida está abrindo duas novas fábricas por aqui.

CVC - Tradicional empresa do ramo de turismo e viagens informa que vendeu 13% a mais no segundo trimestre, comparado a mesmo período de 2014. Entre abril e junho, a CVC abriu 15 lojas, somando 934.

Segunda-feira, dia 29, assisti palestra do economista e professor Antonio Corrêa de Lacerda, no Sindicato dos Engenheiros do Estado. Crítico da política econômica atual, Corrêa apontou em slide uma tabela de investimentos no mundo. O Brasil, sétima economia, é o quinto principal destino dos investimentos produtivos internacionais. “Essa gente está pensando para daqui a 25 anos”, disse.

Na última quinta, dia 2, conversei com Arthur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação. O quadro: ruim no setor sucroalcooleiro (20 mil demissões no País); estável no de bebidas; e no de carne, perspectivas de melhora, pela abertura de vendas para China, Rússia, México e, tudo indica, Estados Unidos.

Na mesma quinta, conversei com Walter dos Santos, que preside o Sindicato dos Comerciários de Guarulhos. Ele vê problemas localizados em setores, mas registra melhorias em outros, especialmente pela força econômica do Aeroporto Internacional. Uma grande varejista, com depósito na cidade, está em vias de contratar mil empregados. Aliás, a Renner, que inaugura centro de distribuição em São José dos Campos, anuncia duas mil vagas em sua rede.

Está certo que o mesmo Valor Econômico da sexta veio repleto de notícias ruins, inclusive pela manchete dando conta da grave e abrupta queda no poder aquisitivo dos salários.

No entanto, os que enxergam fim de mundo não sabem o que foram os anos Figueiredo, Sarney, Collor e FHC. Ou, se sabem, fazem esforço de esquecer.

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