18/5/2015 - Acertos e erros

18/5/2015 - segunda-feira

João Franzin é jornalista
da Agência Sindical
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João Franzin

Quinta, dia 14, participei, em São Paulo, de encontro de blogueiros e veículos da mídia alternativa com o também jornalista Rui Falcão, presidente do PT. O encontro coroa o esforço de Altamiro Borges, presidente do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, de aproximar poder político e blogosfera, em conversas francas, onde a crítica se exerce plenamente.

Dos três encontros dos quais participei (com dois ministros), o de quinta foi o melhor. Rui Falcão fez uma análise correta – e crítica – do governo e do partido. Apontou a postura extremamente defensiva do governo silencioso de Dilma e disse discordar da passividade dos quadros petistas no Congresso Nacional.

Além da crítica (que uma oposição consequente faria), ele apontou saídas, indicando que o governo, para além das formalidades republicanas, precisa construir o que chama de “governabilidade social”, consolidando relações que já possui nesse território e abrindo novos canais de entendimento.

Ao responder pergunta sobre a ausência, no DNA petista, da questão nacional (questão efetivamente concreta), Rui Falcão descartou a ideia de uma suposta “frente de esquerda”. Alegou que a frente, caso seja formada, deve ser democrática, popular e nacional. “Primeiro, a democracia”, pontuou. E observou que, a exemplo do que faziam os partidos comunistas e Leonel Brizola, sente faltar no debate político a tese nacionalista.

O presidente do PT garantiu que o governo não abrirá mão do sistema de partilha na exploração do pré-sal, o que significaria ceder a autonomia da Petrobras a petroleiras multinacionais. Criticou ministro que defendeu posição diferente em evento no Exterior e reafirmou que a preservação da Petrobras é vital para a economia nacional, a autonomia energética, a formação de quadros técnicos e o desenvolvimento tecnológico.

A reunião no Barão de Itararé, por tudo o que lá se discutiu, foi um acerto de Miro e de Rui Falcão.
Quem vinha acertando, também, e isso no campo trabalhista, era a Força Sindical. A Central, tirados exageros das torcidas futebolísticas, acertava no combate às MPs do pacote fiscal; na busca de uma alternativa ao Fator Previdenciário de FHC; na regulamentação dos que já estão terceirizados; errava, porém, ao apoiar no projeto item que possibilita a terceirização de tudo.

Recentemente, a Força avaliava participar do Dia Nacional de Protesto, em 29 de maio. Seu presidente, Miguel Torres, chegou a anunciar a participação forcista, ampliando a pauta com o combate aos juros altos e com meios de garantia de emprego – itens cabíveis. Porém, na sexta, dia 15, plenária da Central decidiu não participar do Protesto Nacional – o que é um erro.

Espera-se que, nesta segunda, 18, as oito Centrais que deverão se reunir na UGT façam um apelo e convençam a Força a marchar com o bloco sindical e popular, dia 29, com as bandeiras unitárias e as demais que os forcistas considerem adequadas.

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