Sindicalismo da Alimentação defende abastecimento do mercado interno

• 26/3/2020 - quinta-feira

A preocupação com a saúde dos trabalhadores da alimentação é prioridade da CNTA (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação) e da Contac–CUT (Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores da Alimentação da CUT). As entidades negociaram com as empresas medidas de prevenção ao coronavírus. Porém, as entidades também cobram medidas para priorizar o abastecimento do mercado interno enquanto durar a epidemia.


Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA Afins, explica à Agência Sindical que mudanças internas de procedimentos estão sendo adotadas para evitar aglomerações nos ambientes de trabalho, como a redução de funcionários, rodízio para refeições e esquema de revezamento na produção, entre outras. “Nossa prioridade é a saúde do trabalhador. Por isso, negociamos a adoção de medidas como escala de revezamento e redução do efetivo dentro das fábricas. Dessa forma, a gente reduz a produção, mas não para. Porque não podemos paralisar as atividades com o risco de desabastecer o mercado brasileiro”, afirma. 

Preocupados com a redução da produção, Artur informa que as Confederações também enviaram um ofício ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo o direcionamento da produção de carne brasileira ao mercado interno durante a pandemia de coronavírus. O objetivo é evitar o desabastecimento.

Segundo Artur Bueno, com a produção reduzida é impossível pensar em exportação. “É um momento de crise. Por isso, é necessária e urgente a intervenção do poder público a fim de garantir que produtores e indústrias sejam obrigados a priorizar o mercado interno, por ser tratar de responsabilidade social”, diz.


Comissão - As entidades também pedem a criação de um comitê tripartite sobre o assunto, formado por trabalhadores, empresários e governo federal. Além de segurança alimentar da população, o grupo debaterá temas ligados à garantia do emprego, salário e segurança na saúde dos trabalhadores.

O ofício foi protocolado no dia 19 de março. As entidades aguardam retorno do Ministério da Economia.
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