Milhares de servidores e sindicalistas protestam contra caos no INSS

• 14/2/2020 - sexta-feira

A manhã desta sexta (14) foi marcada por protestos em todo o Brasil nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social. O Dia Nacional de Mobilização Contra o Desmonte do INSS levou milhares de pessoas às ruas.

Em todo o País, entidades de Servidores e trabalhadores do setor privado, convocados pelas Centrais Sindicais, denunciaram a demora excessiva das agências e postos de atendimento da Previdência para realizar o atendimento aos segurados e conceder benefícios.


Protesto reuniu diversas categorias em frente à agência do viaduto Santa Efigênia (SP)

Mesmo com uma situação dramática, medidas para agilizar a análise de processos atrasados ainda não foram colocadas em prática pelo governo. O acúmulo de pedidos sem resposta leva transtorno a segurados. “Quem mais sofre com toda esta precariedade são os trabalhadores adoecidos e os mais pobres”, critica o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.

A imprensa escancara o desespero da população. Esse é o caso da vendedora Thalita Magalhães, de 26 anos. Reportagem do G1, relata que ela entrou com pedido de auxílio-doença por depressão em dezembro do ano passado.

“Estou grávida de 8 meses, sem salário, afastada por depressão e dependendo da ajuda de terceiros para comer e alimentar minhas duas filhas de 3 e 10 anos”, diz a segurada. Seu último dia de trabalho foi em 27 de novembro. A empresa pagou os primeiros 15 dias de afastamento, e depois ela não recebeu mais nada.

Caos - O desmonte do INSS começou com o governo de Michel Temer e se agravou com a eleição de Bolsonaro. Entre 2016 e 2019, o quadro de servidores caiu de 33 mil para 23 mil. Pedro Luís Totti, presidente de um Sindicato da categoria em São Paulo, denuncia que a falta de concursos públicos (não ocorrem desde 2013) gera sobrecarga nos trabalhadores do órgão.

Privatização - Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, não se trata apenas de má gestão, e sim que de um desmonte para colocar serviços privados no lugar. “Agora, o governo prepara uma reforma administrativa que, na verdade, é para demitir servidores e acabar com os concursos. Daqui a pouco o colapso que a gente está vendo no INSS vai chegar ao sistema de saúde, na educação”, alertou.

Protestos - O ato principal ocorreu na capital paulista, onde os manifestantes se concentraram na agência da Rua Cel. Xavier de Toledo, Centro. De lá, partiram em caminhada até a Superintendência do INSS, no Viaduto Santa Ifigênia. “Queremos que o governo respeite o povo e acabe com as filas”, diz o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

Guarulhos - O protesto aconteceu na agência da Vila Endres e reuniu inúmeras categorias. Entre elas, metalúrgicos, químicos, servidores, vigilantes, têxteis, trabalhadores da alimentação, dirigentes das Centrais da Força Sindical e da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros). 

Enquanto o ato se desenrolava, mais de 250 pessoas aguardavam pelo atendimento, feito por apenas sete funcionários. Os manifestantes entregaram documento ao coordenador da agência, Henrique Toshiaki Nakamura, cobrando melhorias no atendimento. 


Em Guarulhos, o ato aconteceu em frente à agência da Vila Endres

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