Servidores denunciam Guedes e articulam resistência à reforma administrativa

• 12/2/2020 - quarta-feira

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou reduzir o estrago das suas declarações, nas quais acusou os servidores são “parasitas”. Porém, o protocolar pedido de desculpas não aplacou a indignação da categoria, que se mobiliza para enfrentar o assédio aos direitos.


Funcionalismo denunciam desmonte do serviço público em ato na Câmara

Além dos protestos e medidas na área jurídica, o funcionalismo iniciou a preparação de uma grande manifestação contra a reforma administrativa, que deve ocorrer dia 18 de março.

Críticas - Um requerimento para que Guedes compareça ao plenário da Câmara dos Deputados e explique suas declarações já foi apresentado pelo deputado Israel Batista (PV-DF). A declaração também repercutiu na sessão da terça (11), com vários parlamentares se revezando na tribuna para criticar o ministro.

Para a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Guedes só pediu desculpas “porque a repercussão da fala foi péssima”.

Nesta quarta (12), centenas de lideranças do funcionalismo lotaram o no auditório Nereu Ramos, para um desagravo promovido pela Frente Parlamentar Mista do Serviço Público. O Ato político pela valorização do serviço público no Brasil teve apoio das Centrais Sindicais e entidades representativas de servidores públicos.

Ações - O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que reúne 32 entidades, ingressou com a primeira ação contra Guedes, cobrando reparação. Ele foi denunciado na Comissão de Ética da Presidência da República, que deve investigar se o ministro violou o Código de Conduta da Alta Administração Federal e o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

De acordo com a denúncia, Guedes praticou "assédio institucional inaceitável, tanto sob o ponto de vista da dignidade ou do decoro do cargo quanto sob a perspectiva deontológica" e tratou com desrespeito os 12 milhões de servidores públicos do país.

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) também prepara uma ação. “As desculpas de Paulo Guedes, noticiadas pela imprensa na segunda-feira (10), soou como mera estratégia política para reduzir a pressão, no Congresso Nacional, contra o criminoso projeto intitulado reforma administrativa”, afirma o presidente João Domingos Gomes dos Santos.
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