13/10/2015 - Três livros

13/10/2014

*por João Franzin

Duas entidades sindicais, de peso, lançaram livros recentemente.

 O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo publicou “Democracia & Desenvolvimento - Os 80 anos do Seesp”. Capa dura, edição esmerada, muitas fotos – documento precioso da história da entidade, seus compromissos e suas propostas para a categoria, a engenharia e o Brasil.

 Outro belo livro vem da Contratuh – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade. A entidade reuniu no “Contratuh informa - 200 editoriais” exatas duas centenas de textos-editoriais do jornal da casa, englobando o período de setembro de 1997 a junho de 2014.

 O livro dos Engenheiros, a propósito, foi tema de um programa Câmera Aberta Sindical, produzido pela Agência Sindical e apresentado na TV Aberta São Paulo, que foi exibido dia 24 de setembro. Participaram Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do Sindicato, e Allen Habert, diretor da entidade. O livro da Contratuh, presidida por Moacir Roberto Tesch Auersvald, será motivo de um programa em breve.

 No prefácio dos Engenheiros, o presidente Murilo aponta os pilares da entidade que completou oito décadas dia 21 de setembro: “legitimidade, democracia e desenvolvimento”.

A apresentação do livro da Contratuh é feita pelo diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz. Ele diz: “A leitura ajudará muito nas mobilizações e lutas dos trabalhadores, dadas as lúcidas reflexões e lições de consciência política e ação para a cidadania”.

A elaboração de um livro é tarefa das mais complexas. Na Contratuh, a coordenação ficou por conta da jornalista Mylleni Cristina Teixeira da Rocha. Os textos do “Democracia & Desenvolvimento”, dos Engenheiros, são de Gilberto Maringoni, jornalista, chargista, historiador e professor.

 O escritor argentino Jorge Luis Borges espantou-se certa vez, no México, ao saber que o presidente local havia escrito um livro. Disse Borges que já se daria por feliz se o presidente de seu país lesse algum livro. Saudemos, portanto, entidades de trabalhadores que publicam livros, fazendo o registro da sua história e das categorias, das suas lutas e dos seus compromissos, reafirmados, com clareza, nas duas publicações recentes.

Diap - O “Quem foi quem na Constituinte” é um livro básico para o sindicalismo e a política moderna brasileira. Ali, há o registro da postura e dos votos de cada Constituinte. O comportamento do então jovem constituinte Aécio Neves está na página 262.

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