"Marighella não estreou por questão política", afirma Wagner Moura

• 14/1/2020 - terça-feira

O ator, diretor e roteirista brasileiro, Wagner Moura concedeu entrevista ao jornalista Leonardo Sakamoto, que foi veiculada pelo portal Uol nesta terça (14). Para Moura, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) pratica censura que usa instrumentos burocráticos para dificultar produções das quais o governo discorda.

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Wagner Moura: "Qualquer filme como Marighella será negado"

O filme Marighella conta os últimos cinco anos de vida do escritor, político e guerrilheiro baiano Carlos Marighella, executado em 1969 pela ditadura militar. O longa, que é baseado na obra escrita pelo jornalista Mário Magalhães, estreou no Festival de Berlim em fevereiro de 2019.

No Brasil, o filme era previsto para ser lançado em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, mas foi adiado após a Ancine negar um pedido relativo ao prazo de uma proposta visando recursos para a distribuição da obra da produtora O2, que é a responsável pelo filme.

Para Wagner Moura, a forma com que o governo atua para censurar produções artísticas é de aparelhar instituições. "Quando a Ancine é aparelhada pelo bolsonarismo, qualquer pedido com relação a um filme como o Marighella será negado", afirma.

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O ator e cantor Seu Jorge interpreta o guerrilheiro Carlos Marighella

"No ano em que investiram na destruição do nosso cinema, 'Bacurau' e 'A Vida Invisível' ganharam prêmios no Festival de Cannes e, agora, 'Democracia em Vertigem' foi indicado ao Oscar. Duvido que qualquer um desses filmes conseguisse financiamento através da Ancine hoje", conclui Moura.

Fonte: Uol.
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