Lei assinada por Getúlio Vargas garantiu a profissão de Economista

13/1/2020 - segunda-feira

Em 1951, um grupo de estudantes de Economia, todos moradores de uma república em São Paulo, tomou conhecimento de que a licenciatura para formação de Economista corria risco. A ameaça era acabar com o curso específico.

Entre os estudantes estava Jamil Zantuti, economista, que depois fez carreira no Judiciário, fazendo carreira no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo.

No sufoco, buscavam uma solução, mas não achavam, até que um deles sugeriu telefonar para o presidente Getúlio Vargas. O jovem Jamil ficou encarregado da missão impossível. E ele fez o simples: ligou para o Palácio do Catete, explicou o que se passava e ficou esperando na linha.

Pedro Afonso Gomes, atual, presidente do Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo, relata: “Minutos de espera e não é que o próprio Getúlio atendeu?! Fez uma série de perguntas e disse que o curso deveria ser mantido. Acontece que havia urgência e Getúlio tinha que resolver logo”.

E ele prossegue: “Getúlio pediu ao então estudante Jamil Zantuti que escutasse a Voz do Brasil naquela noite. E assim foi feito. Getúlio informou pelo rádio que a formação do Economista seria mantida. E estamos aqui até hoje”.

A profissão de economista foi regulamentada em 13 de agosto de 1951, por meio da Lei n° 1.411.



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