É preciso haver diálogo entre sindicalismo e religiões, diz dr. Funari

• 10/1/2020 - sexta-feira

O dia 25 de fevereiro de 1998 não foi uma Quarta-feira de Cinzas comum. A data é considerada especial, pois marcou a Primeira Marcha contra o Trabalho Infantil, que começou na Praça da Sé e terminou em Genebra, Suíça, na sede da OIT - Organização Internacional do Trabalho.

O relato é do dr. Antônio Funari Filho, advogado, membro da Igreja Católica e então Delegado Regional do Trabalho no Estado de SP. Ele conta: “O Sindicato dos Comerciários nos cedeu o ônibus pra levar o pessoal até Osasco. A caravana percorreu todo o Estado, por 108 dias.” Era a Primeira Marcha Mundial contra a Exploração do Trabalho Infantil. Caravanas saíram de todos os Continentes e foram se encontrar em Genebra. A questão do trabalho infantil era, então, secundária. “Tinha cidade em que fazíamos uma semana de discussões e ações sobre o tema”, diz Funari.

Programa - O relato do dr. Antônio Funari Filho aconteceu na gravação do programa de “Ideias em Debate”, que o Sindicato dos Comerciários exibe na TV Aberta São Paulo. Entrevistado pelo jornalista Mauro Ramos, assessor de imprensa da entidade, Funari falou também na condição de presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo - que agrega pessoas de diversas confissões religiosas. Ele elogia a iniciativa de diálogo do Sindicato com as religiões e suas diversas correntes.


Jornalista Mauro Ramos entrevista o advogado Dr. Antônio Funari Filho

Diz o dr. Antônio Funari Filho, já perto dos 80 anos, mas com o vigor de quando presidiu a União Estadual de Estudantes (UEE-SP), no começo dos anos 60: “Amar o próximo é o fundamento de todas as religiões e essa energia deve nos unir e mobilizar, sempre nos colocando no lugar do outro. Não existe religião para fazer o mal”.

Advogado e, portanto, ligado ao primado do Direito, o dr. Funari participa agora da Frente Inter-Religiosa Dom Paulo Evaristo Arns - com cristãos, judeus, islâmicos, espíritas e pessoas de outras confissões na defesa dos direitos humanos. “Seguimos um documento que existe desde 1948, que é a Declaração Universal dos Direitos do Homem”.    
Patah - O presidente do Sindicato, Ricardo Patah, avalia: “Homens com a integridade do dr. Funari mostram que é possível somarmos vontades na construção de um País mais justo, com emprego, renda e respeito aos direitos trabalhistas e humanos”. A série de entrevistas - que integra uma agenda de ações visando ao diálogo com as lideranças religiosas - mostra as afinidades do sindicalismo com o espírito fraterno das religiões.

MAIS - www.comerciarios.org.br

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