App de combustível gera desemprego e riscos à sociedade, afirma dirigente

•  5/11/2019 - terça-feira

A tecnologia tem avançado em todos os setores. Mas nem sempre com a segurança que é necessária. É o caso do aplicativo GOfit, serviço que faz entrega de combustíveis delivery. 

O aplicativo chegou ao Brasil no mês de junho e, por enquanto, funciona só em algumas regiões do Rio de Janeiro. 
Por meio do sistema, o cliente pede, paga e recebe o produto por uma caminhonete da empresa. O usuário, por sua vez, deve garantir que tenha alguém no local solicitado para abrir o tanque do veículo. 


Para o presidente do Sindicato dos Frentistas do Rio de Janeiro e da Federação Nacional da categoria (Fenepospetro), o aplicativo é prejudicial em vários sentidos. Eusébio explica: “Além da concorrência injusta, o serviço é altamente prejudicial à população, tanto na utilização, como no transporte. O combustível é inflamável e vai circular pela cidade em caminhonetes”. 

O dirigente ressalta que os postos atendem a uma série de exigências da legislação para seu funcionamento, na área da segurança do trabalho e do meio ambiente. “Os frentistas são treinados para manusear os produtos prejudiciais à saúde. Há uma série de Normas Reguladoras”, diz ele. 

Outro ponto destacado por Eusébio é a ameaça ao emprego. “Estamos numa conjuntura complicada, com alto nível de desemprego no Brasil. Esse aplicativo vem para piorar a situação. Exterminar mais postos de trabalho”, afirma.

Com objetivo de barrar a iniciativa, Eusébio conta que a Fenepospetro preparara ações judiciais. “Vamos acionar a Justiça e solicitar a proibição imediata do serviço, que é ilegal. Além disso, faremos campanha a fim de alertar a sociedade aos perigos”. 

Algumas distribuidoras de combustíveis também se manifestaram, por meio de cartas enviadas à Agência Nacional de Petróleo (ANP), cobrando explicações.

Mais - Acesse o site da Fenepospetro
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