Bolsonaro sinaliza que não vai assinar prêmio para Chico Buarque

O artista foi vencedor do Prêmio Camões, o principal troféu literário da língua portuguesa realizado por Brasil e Portugal

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou que não vai assinar o diploma que será concedido ao cantor Chico Buarque pelo Prêmio Camões, o principal troféu literário da língua portuguesa.

Chico foi vencedor do prêmio no valor total de € 100 mil (em torno de R$ 447,3 mil), dividido entre Brasil e Portugal. A parcela da condecoração que cabia ao governo brasileiro já foi depositada em junho. O diploma, no entanto, ainda não foi assinado por Bolsonaro.

O artista foi vencedor do Prêmio Camões, o principal troféu literário da língua portuguesa realizado por Brasil e Portugal

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou, nesta terça-feira 8, que não vai assinar o diploma que será concedido ao cantor Chico Buarque pelo Prêmio Camões, o principal troféu literário da língua portuguesa.

Chico foi vencedor do prêmio no valor total de € 100 mil (em torno de R$ 447,3 mil), dividido entre Brasil e Portugal. A parcela da condecoração que cabia ao governo brasileiro já foi depositada em junho. O diploma, no entanto, ainda não foi assinado por Bolsonaro.

“É segredo. Chico Buarque?”, disse. “Eu tenho prazo? Até 31 de dezembro de 2026, eu assino”, respondeu Bolsonaro na entrada do Palácio da Alvorada. A cerimônia de entrega está prevista para abril de 2020. 

O assunto tem dividido integrantes do governo. Enquanto a ala mais moderada defende a assinatura de Bolsonaro para evitar problemas diplomáticos com Portugal, a ala ideológica defende que o presidente não assine, fazendo um gesto contra integrantes da esquerda.

Isso porque Chico Buarque é um defensor das políticas de esquerda e esteve ao lado de Lula, Dilma e Haddad em todas as eleições. Além isso, o artista se posiciona abertamente contra o presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores.

Na semana passada, o musico visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e defendeu a sua liberdade.

Fonte: Carta Capital

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