Na contramão de suas recentes decisões, TST mantém direitos nos Correios

• 7/10/2019 - segunda-feira

Quarta, dia 2, em julgamento de dissídio de greve, o Tribunal Superior do Trabalho mandou a Empresa Brasileira de Correios e telégrafos (ECT) conceder 3% de reajuste salarial, retroativo a 1º/8/2019.  A Corte manteve na íntegra o acordo coletivo anterior serão mantidas. O acordo assinado vale por dois anos.


Elias Cesário de Brito, o Diviza, vice-presidente da Findect (Federação Interestadual dos Trabalhadores de Correios) e do Sindicato paulista, disse à Agência Sindical: “Frente à conjuntura nacional, extremamente desfavorável aos trabalhadores, o resultado atendeu nossas expectativas. Preservamos os direitos por dois anos e conquistamos reajuste salarial”.

Saúde - A principal divergência era a permanência de pais e mães de funcionários no plano de saúde. O relator do processo, ministro Maurício Godinho Delgado, propôs a manutenção do plano, mas foi derrotado. Pra solucionar o impasse, os ministros definiram que pais e mães em tratamento continuado seguem cobertos pelo plano.

Avaliação - Sobre o resultado do julgamento, Diviza comenta: “A unidade da categoria, articulada pelas duas Federações foi essencial pra nossa vitória, que resultou numa greve forte e derrubou a intransigência da empresa”.

Privatização - Sobre a privatização da ECT, o dirigente adianta: “Vamos manter a luta contra o desmonte da ECT promovido pelo governo, que pretende entregá-la à iniciativa privada”.
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