Paralisação dos funcionários dos Correios começa forte em todo o Brasil

• 12/9/2019 - quinta-feira

Trabalhadores dos Correios estão em greve nacional. A paralisação foi decidida na noite da terça (10), em assembleias convocadas pelos 36 Sindicatos da categoria. Juntos, eles representam mais de cem mil funcionários do sistema.
 
Em entrevista à Agência Sindical, Elias Cesário, o Diviza, vice-presidente da Findect (Federação Interestadual dos Trabalhadores dos Correios) e do Sindicato paulista - Sintect-SP, afirma que a greve começou forte. Ele conta: “Cerca de 70% de todo o Brasil da categoria aderiu ao movimento. A tendência é aumentar esse apoio com o passar dos dias. Os trabalhadores sabem que a situação está critica”.
 
O dirigente explica que há em curso um desmonte da empresa. “Quem sofre com isso é o pessoal da operação, que enfrenta péssimas condições de trabalho, quadro de funcionários defasado e jornada excessiva”, critica Diviza.


Em São Paulo, assembleia reúne mais de cinco mil trabalhadores no CMTC, Zona Norte
 
Acordo - Desde julho, trabalhadores tentam negociar com a ECT, via mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), novo acordo coletivo para a categoria. A empresa, no entanto, não aceitou as reivindicações.
 
A proposta da ECT, rejeitada pelos Sindicatos, inclui reajuste de 0,8% – menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo INPC, a exclusão do vale-cultura, a redução do adicional de férias de 70% para 33% e o aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação em tratamentos de saúde.
 
Negativa - “A empresa se nega a negociar. A intenção é acabar com direitos históricos. Fomos empurrados para a greve. Ou lutamos ou perdemos o que conquistamos ao longo dos anos”, comenta o dirigente.
 
Desmonte - Para José Rivaldo da Silva, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios, não foi por acaso a escolha de Bolsonaro para o general Floriano Peixoto comandar a ECT. “Ambos têm interesse em usar a greve para desgastar nossa imagem. Querem, inclusive, nos proibir de falar sobre a empresa, o que por consequência também impediria de debatermos publicamente os reais motivos que nos levaram ao movimento”, diz Rivaldo à Agência Sindical.
 
Rivaldo completa: “As Federações estão unidas e conscientes da responsabilidade na condução da paralisação. Só a mobilização de todos os setores do sistema poderá garantir uma negociação justa que atenda às necessidades da categoria”.  
 
MAIS -  Acesse o site da Findect ou da Fentect

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