30/3/2015 - Um programa que se repete

30/3/2015 - segunda-feira

João Franzin é jornalista
da Agência Sindical
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João Franzin

Há vários anos, por volta do 1º de abril, fazemos um Câmera Aberta Sindical sobre o golpe de 1964 e suas consequências na vida do trabalhador, do sindicalismo e da Nação.

Por lá, já passaram Almino Afonso, Therezinha Zerbini, João Vicente Goulart, Raphael Martinelli, Luiz Tenório de Lima, José Luiz Del Roio e tantos outros que tiveram a vida diretamente afetada pela ditadura.

Este ano, dia 1º de abril cai na quarta, dia do programa. Portanto, faremos um Câmera Aberta ao vivo sobre o golpe e seus desdobramentos. Confirmados o jornalista, escritor e ex-sindicalista Audálio Dantas e a jornalista e pesquisadora do Centro de Memória Sindical, Carolina Maria Ruy.

Audálio, que também foi deputado federal, presidia o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo quando o regime matou Vladimir Herzog, em outubro de 1975, ocasião em que o jornalista da TV Cultura se encontrava preso no DOI-Codi. O assassinato de Vlado, negado pelo regime, abriu enorme fissura na ditadura, que daí em diante só decaiu.

Carolina Ruy é de família de ativistas de esquerda. Na condição de pesquisadora, teve participação ativa na Comissão Nacional da Verdade quanto às apurações de violências cometidas pós-1964 contra o sindicalismo e os trabalhadores.

Longe do Câmera Aberta Sindical a presunção de recontar a história. Os programas do 1º de abril, há vários anos, procuram contar fatos e analisar o período sob a ótica do sindicalismo ou de pessoas com atividades ligadas ao mundo do trabalho. É o que faremos quarta-feira.

Hoje em dia, chega a ser chocante, mesmo entre gente do sindicalismo, o desconhecimento a respeito da ditadura. De um modo geral, as pessoas sabem que existiu o regime militar, que perseguia opositores e reprimia a liberdade. Pouco se fala da ação direta contra os Sindicatos e da política de arrocho salarial adotada pelo Estado empalmado por fardados a serviço do grande capital, especialmente do multinacional.

Por ser ao vivo, durante o programa não é incomum algum telespectador telefonar e nos acusar de comunistas ou elogiar a ditadura. O programa deste ano será mostrado duas semanas depois da grande manifestação conservadora e direitista contra o governo Dilma, dia 15. Veremos como os conservadores se comportarão, agora que estão com as mangas de fora.

A você que nos lê, fica o convite para assistir ao programa, na TV Aberta São Paulo (Net 9; VivoTV 186), quarta, a partir das 19 horas. Esperamos fazer um programa com correção e qualidade – esta assegurada, certamente, pelas presenças de Audálio e Carol.



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