Frente visa resgatar Soberania e combater hegemonia financeira

Com uma fala didática, límpida e histórica, o ex-senador emedebista Roberto Requião marcou quarta (4), em Brasília, o lançamento da Frente pela Soberania Nacional, no auditório Nereu Ramos, da Câmara de Deputados. O evento reuniu parlamentares, ex-governantes, sindicalistas e movimentos populares.

O senador, que marca sua trajetória com posições nacionalistas firmes, chamou para a necessidade de que a Frente seja a mais ampla e tenha alvos definidos. Na avaliação do ex-governador do Paraná, o avassalamento nacional, pelo capital financeiro hegemônico, manobra em três frentes. 

Ele diz: “Primeiro, se desmonta o Estado e põe em seu comando o Banco Central. O segundo movimento é a financeiração da política, com campanhas caras, que exigem do eleito subserviência aos interesses de seus financiadores. A terceira manobra atinge diretamente os trabalhadores. Em nosso caso, com o desmanche da CLT, o corte de direitos trabalhistas e a asfixia financeira das entidades de classe”. 

Segundo o ex-senador, “a Frente deve liderar o combate ao projeto que torna o Brasil país acessório dos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e do grande capital, inclusive com a venda de grandes extensões de terra e recursos minerais para grupos de pensão e a  conglomerados”. 

Para Roberto Requião, o povo vai se levantar. “O trabalhador brasileiro conhece o que é direito e não vai aceitar, passivamente, um estado de semiescravidão”, diz ele. 

Ao citar a Bíblia (Mateus 6.24), Roberto Requião lembrou que “não se pode servir a Deus e a Mamon”. E arrematou: “Ou se serve ao povo ou se serve ao dinheiro”. 

Centrais - Além do MST, participaram o movimento Sem-Teto, CUT, CTB e Intersindical. 

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