Dirigentes avaliam queda na popularidade de Jair Bolsonaro

• 3/9/2019 - terça-feira

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada segunda (2), revela que a popularidade de Jair Bolsonaro continua em queda, e em ritmo acelerado. A reprovação ao governo saltou de 33%, em julho, para 38%, agora.  

Antonio Neto, presidente da CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros -, não se surpreende com os resultados. “Já prevíamos. E vai aprofundar. É só lembrarmos o que aconteceu na Argentina. No início, o governo Macri era incensado pela sua política neoliberal, desregulamentação das entidades sindicais, da Previdência, que lá foi mais profunda. O resultado os argentinos estão vendo agora. Caminhamos para o mesmo destino”, comenta.  

A pior avaliação de Bolsonaro aparece entre os mais pobres (22%), os mais jovens (24%) e os menos escolarizados (26%). Mesmo a parcela daqueles que ainda apoiam Bolsonaro vem caindo. Ele é defendido por 29% dos pesquisados, em julho apoio era de 33%.
 
Calixto - José Calixto Ramos, presidente da CNTI e da Nova Central Sindical, que já negociou com vários governos, avalia como natural o desmoronamento da imagem de Bolsonaro entre os trabalhadores. Explica: “O atual presidente nunca falou sobre a classe trabalhadora na sua campanha. E continuou assim depois de assumir o governo. Pensávamos que iria mudar. Que ele fosse tomar consciência e olhar para os 8,5 milhões de quilômetros do Pais, para os seus 210 milhões de habitantes. Para os mais pobres. Mas o que temos visto são ataques sistemáticos à organização sindical e a extinção de conselhos que tinham a participação de movimentos sociais e trabalhadores”.

Calejado nos embates com patrões e governo, Calixto diz: “Hoje não chegamos a estar em desespero por que já passamos por muitos momentos difíceis e conseguimos sobreviver. Mas vemos um quadro muito preocupante. Por mais que queiramos fazer uma avaliação positiva do governo não conseguimos. A tendência é que essa deterioração de Bolsonaro deva continuar “. 

Queda - Sérgio Luiz Leite (Serginho), presidente da Fequimfar - Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e Plásticas do Estado de São Paulo - e diretor da Força Sindical - também comenta os resultados da pesquisa. Para Serginho, a queda é fruto do que a população, especialmente os trabalhadores, está sentindo. "As pessoas estão frustradas. Até mesmo as que votaram no Bolsonaro em busca de uma esperança. Não houve queda no desemprego. A economia não anda. Falta confiança e isso vai continuar crescendo por que a cada dia é uma besteira. Ele está desconectado da população mais pobre”.
 
Mais informações - www.fsindical.org.br, www.fequimfar.com.br, www.ncst.org.br ou www.csb.org.br


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