• 30/8/2019 - Neurolinguística para sindicalizar - Luiz Carlos Motta

• 30/8/2019 - sexta-feira


Luiz Carlos Motta é presidente licenciado da UGT-SP
da Federação dos Comerciários
do Estado de São Paulo (Fecomerciários)
e deputado federal (PR/SP).

A Diretoria da Fecomerciários formou, recentemente, 142 especialistas em sindicalização pelo programa Agentes Sindicais em Ação (ASA), ministrado pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística. O conteúdo, criado para comerciários, incluiu aulas teóricas e práticas. Também contou com dinâmicas e simulações de eventuais esclarecimentos de dúvidas entre os agentes de sindicalização e os futuros sindicalizados. Entendemos que agora, com a vigência da nova legislação trabalhista, é o momento certo para se investir na formação desses agentes. Nosso objetivo é capacitá-los com novos conhecimentos que culminem na sindicalização da categoria por meio da neurolinguística, uma maneira eficaz de se comunicar.

Pertencimento
 
Durante uma semana, das 9h às 18h, no Centro de Lazer da Federação em Avaré, este método de avanço pessoal e profissional passou aos participantes que é necessário mostrar ao comerciário que ele é “uma extensão do sindicato”. Por meio do aprimoramento do “poder de argumentação”, eles foram preparados a respeitar o modelo de mundo do comerciário, valorizando individualidades e despertando em cada um deles a noção de “pertencimento”. Ou seja, ressaltar, no ato da sindicalização, que o trabalhador compõe uma categoria e também despertar a sensação de que ser sócio é estar no lugar certo para aprender, contribuir e somar, dando forças a sua entidade. Nesta hora, todas as ações, prestações de serviços e benefícios colocados à disposição, assim como a completa infraestrutura da entidade, devem ser explicados.

Proteção

O avanço das reformas neoliberais do governo, como a Lei 13.467, da reforma trabalhista, impôs uma reorganização no movimento sindical que precisa se fortalecer. A sindicalização é uma “ferramenta” para as entidades se potencializarem, bem como os trabalhadores. Hoje, dadas às ofensivas antitrabalhistas do governo, a classe trabalhadora precisa muito mais da proteção sindical. Na mesma proporção, o sindicato conta com o trabalhador participando, como sócio, das suas atividades. Assim, ambos se fortalecem.
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