• 27/8/2019 - A Amazônia de cada um - José Pereira dos Santos

• 27/8/2019 - terça-feira


José Pereira dos Santos - Presidente do Sindicato
dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região e Secretário
nacional de Formação da Força Sindical.
E-mail:
pereira@metalurgico.org.br
Facebook: www.facebook.com/PereiraMetalurgico
Blog: www.pereirametalurgico.blogspot.com.br

A região amazônica ocupa mais da metade do território nacional. É um espaço imenso, boa parte dele ainda coberto por mata densa e tropical, onde correm milhares de igarapés e rios; onde moram brasileiros de diversas procedências, em terras originalmente indígenas.

É a Amazônia real, que conhecemos. Mas há muitas outras “amazônias” a serem reveladas - muitas plantas, muitos animais, muita água e muita gente - sejam caboclos, sejam índios, sejam os habitantes das cidades locais.

Também desconhecemos o seu subsolo, ao que parece repleto de riquezas e minerais nobres. Talvez quem a conheça melhor seja o Exército com seus batalhões de selva.

Portanto, muita madeira, muitos animais, muita água e muito minério formam um poderoso atrativo pra todo tipo de aventuras. Tudo isso também estimula a cobiça de pessoas, empresas e Nações.

Pois bem. Por todas essas razões, a Amazônia precisa ser cuidada e monitorada pelo Estado brasileiro, pra que não se perca dela o controle e eventual exploração sustentável e estratégica.

Nesse sentido, o governo Bolsonaro, no mínimo, errou. Errou ao atiçar os madeireiros e os agrotrogloditas (como os qualifica o jornalista Elio Gaspari), que metem fogo na mata e depois atacam com moto-serra o que conseguiu se manter de pé. Um massacre. E uma vergonha mundial.

Cada cidadão deve zelar pela integridade do território brasileiro e ser um defensor da biodiversidade. As queimadas no Amazonas ajudaram a derrubar, ainda mais, a popularidade de Bolsonaro, mas, por outro lado, parecem ter soprado a brasa dormida da consciência ecológica dos brasileiros. Que assim seja!

Mata dos Metalúrgicos - Nosso Sindicato possui Clube de Campo no Parque Primavera. Quando obtivemos do prefeito De Carlos a cessão da área, o local era ermo. Mas a cidade chegou lá e a região já é totalmente povoada. Resta nosso Clube, como um oásis, e nossa Mata Atlântica, com cerca de quatro alqueires, uma espécie de pulmão verde naquele recanto.

O Sindicato gasta pra preservar a Mata e cuidar dos mananciais, pássaros e outros animais. Não é pouco o que custa manter essa reserva, que alegra os usuários e beneficia todo o microclima local. Ressalto isso para destacar o papel social do sindicalismo, numa época em que nos atacam de todos os lados e nos ameaçam de esfacelamento ou extinção.

Até quando essa pequena Amazônia vai resistir?

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home