Na OAB, com ex-ministros, Magri denuncia selvageria neoliberal

• 13/8/2019 - terça-feira

O Seminário “Desregulamentação e Trabalho no Brasil” reuniu hoje (13), em Brasília, vários ex-ministros do Trabalho, como Antônio Rogério Magri, Carlos Lupi, Dorothea Werneck, Miguel Rossetto, Paulo Paiva e Ricardo Berzoini. O evento foi organizado pela Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas e Conselho Federal da OAB. Um dos eixos do encontro destacava a importância do extinto Ministério do Trabalho.

Para o advogado Luís Carlos Moro, um dos coordenadores da iniciativa, “o mérito da reunião é juntar um elenco diverso de ex-ministros que sabem a diferença entre governo e Estado”. Segundo Moro, eles “têm noção de que o Ministério do Trabalho é um imperativo do Estado e não um bilboquê de governo”.

Magri - O ex-ministro, e operário eletricista de origem, fez questão de levar texto escrito, lido ao plenário. Semana passada, ele havia adiantado ao jornalista João Franzin, da Agência Sindical, que “o peso do evento exigiria uma intervenção mais precisa, que a emoção do discurso nem sempre garante”.

Magri bateu no modelo neoliberal, que, para ele, “torna o trabalho cada vez mais precário e destrói tudo o que há entre nós de processo civilizatório”. O ex-titular do Trabalho também se solidarizou com o presidente Nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, que sofreu, recentemente, ataques pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. “Ataques intoleráveis vindo de quem ocupa o mais alto cargo da República”, frisou.


Ex-ministro Antônio Rogério Magri critica o modelo neoliberal que precariza o trabalho

Para Antônio Rogério Magri, a atual desregulamentação do trabalho se insere num projeto que põe em risco a nossa existência como nação soberana e “nos empurra novamente ao período da colônia que um dia fomos”. Ao ressaltar sua origem “sindicaleira”, Magri denuncia “a ânsia destrutiva tamanha que deseja levar de roldão os Sindicatos, o Ministério do Trabalho e a própria Justiça do Trabalho”.

Magri ainda citou números alarmantes sobre o desemprego e alertou para os vícios da classe dominante, segundo ele, “ainda contaminada pela mentalidade escravagista”. O ex-ministro também defendeu a Constituição e conclamou à resistência. “A despeito de tudo, é preciso resistir por meio da reorganização da luta social. É preciso que os instrumentos de representação dos trabalhadores se reinventem, com novas estratégias em prol de justiça social agora e para o futuro”.

Mais informações: www.abrat.adv.br
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