Ex-ministros criticam desmonte do trabalho no governo Bolsonaro

• 18/6/2019 - terça-feira

A Federação Nacional dos Engenheiros e o Sindicato da categoria no Estado de São Paulo – Seesp - realizaram hoje  um encontro com ex-ministros do Trabalho. Estiveram presentes à sede do Seesp os ex-titulares da Pasta Antônio Rogério Magri, Carlos Lupi, Luiz Marinho e Miguel Rossetto.

                             Em evento, ex-ministros denunciam desemprego e defendem agenda forte para o trabalho         

O presidente da FNE e do Sindicato, Murilo Pinheiro, ressaltou a importância de receber os ex-ministros. “Esse encontro serve para que possamos conversar e aprender. Cada um deles passou por momentos importantes e tem muito a contribuir para a atual situação do País”, aponta.

Para Miguel Rosseto, ex-ministro do Trabalho entre os anos de 2015 e 2016, não existe compromisso do atual governo com o valor do trabalho e dos trabalhadores. “É preciso recuperar uma agenda forte que valorize o trabalho. Que reconheça esse direito fundamental. Empregos decentes e bem remunerados”, afirma.

Luiz Marinho, que ocupou a Pasta de 2005 a 2006, diz que o governo Bolsonaro comete um grande crime contra as relações de trabalho. “O ministério tinha uma tarefa estabelecida e regulamentada de intermediação entre as partes. A sua extinção faz avançar a liberalização das más condições de trabalho”, explica.

Ministro do Trabalho entre 1990 e 1992, Antonio Rogério Magri afirma que o governo não quer dialogar com os trabalhadores. “O ministério foi jogado no lixo. Com isso, não existe ninguém no governo para estabelecer um contato e melhorar a vida do trabalhador. O governo Bolsonaro não existe para os trabalhadores e se aproximou dos empresários. A sociedade precisa reagir”, ressalta.

Carlos Lupi ocupou o extinto ministério do Trabalho por quatro anos, entre 2007 e 2011. Para ele, a conjuntura atual é pior que durante a ditadura. “Além da extinção da Pasta, esse presidente acabou com o reajuste do salário mínimo, beiramos a 14 milhões de desempregados e ele quer retirar direitos de aposentados e pensionistas. Ou a população se mobiliza ou estamos fadados a entrar no pior momento da história republicana para os trabalhadores”, enfatiza.

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