Magri e Lupi, ex-ministros do Trabalho, dizem por que apoiam a Greve Geral

13/6/2019 - quinta-feira



Dois ex-ministros do Trabalho, em governos de perfil ideológico diferente, pensam igual sobre a Greve Geral desta sexta, dia 14. Ambos apoiam. São eles: Antonio Rogério Magri, titular da Pasta no governo Collor (PRN), e Carlos Lupi, ministro durante a gestão Dilma (PT).

A Agência Sindical ouviu Lupi, na tarde desta quinta, dia 13.

Diz Carlos Lupi:

“Vivemos uma época de desmonte das estruturas que atendem ao trabalhador. Cito, entre outras iniciativas, o fim do ministério do Trabalho, a transferência de fundos para a pasta da Economia, a fim de fazer caixa e garantir pagamento da dívida pública – falo do FGTS e do FAT, que somam cerca de R$ 800 bilhões.

Também me preocupa a agressividade com que tratam o Servidor público, como se o funcionalismo fosse o responsável pela crise nacional. Entendo que a greve pode ser uma forte resposta a um governo que está destruindo os direitos e o emprego do trabalhador brasileiro”.


Fala Rogério Magri:

“A Greve Geral é uma forma de enfrentar a onda de ataques, que tem como pontos máximos as reformas Trabalhista, por Temer, e a da Previdência, por Bolsonaro.

Mas o movimento também deve ser visto como fruto da unidade do movimento sindical. Já vimos essa unidade acontecer com força no 1º de Maio. E ela crescerá após essa greve, que vai ser grande, em todo o País.

Eu participei da organização da Greve Geral em julho de 1983. Vejo hoje a mesma disposição das lideranças e também razões de sobra para o trabalhador cruzar os braços”.



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