Petroleiros aprovam adesão nacional à paralisação desta sexta, 14

13/6/2019 - quinta-feira

Os trabalhadores do Sistema Petrobras, que reúne subsidiárias da estatal em todo o País, aprovaram em assembleias ampla participação na Greve Geral desta sexta, 14. Haverá paralisações de até 24 horas em todas as unidades da empresa.

A reação da categoria é também uma resposta à proposta do governo, apresentada em maio, que desmonta o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), retirando direitos sociais e trabalhistas conquistados em anos de luta. "É um ataque aos trabalhadores e às organizações sindicais", afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

                                            Petroleiros do SindiPetro, no Rio Grande do Norte, protestam em refinaria

A Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais, uma das oito unidades que estão na lista de privatizações já anunciadas pelo governo federal, é um dos polos que fará protestos na manhã desta sexta. Haverá paralisação de um turno dos trabalhos.

No Rio Grande do Norte, o SindiPetro já anunciou adesão à Greve, com paralisação nas áreas operacionais em Mossoró e no Campo do Amaro, em Natal. E também na refinaria de Guamaré, no Alto do Rodrigues.

"Na maioria dos Estados, haverá mobilizações. O governo quer privatizar a Petrobras e isso acarretará perda da soberania energética, com a entrega do abastecimento a agentes externos e desemprego em massa", diz o petroleiro Paulo Góis, secretário-geral do SindiPetro/RN.

Divanilton Pereira, dirigente da FUP e da CTB, avalia que é preciso uma resposta forte aos desmandos do atual governo em todas as frentes.

Ele afirma: "O desmonte do setor vem ocorrendo e se agravando desde o golpe. Por isso, a categoria aprovou nacionalmente a greve. É inaceitável que o governo avance na privatização e abra mão de uma valiosa fonte de financiamento de sua indústria e motor de seu desenvolvimento econômico".

Mais informações: www.fup.org.br
Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home