• 12/6/2019 - Razões para apoiar a Greve Geral - Oswaldo Augusto de Barros

• 12/6/2019 - quarta-feira



Oswaldo Augusto de Barros
é professor, presidente da CNTEEC
(Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Estabelecimentos de Educação e Cultura)
e coordenador do FST (Fórum Sindical
dos Trabalhadores).
E-mail:
barros2002@terra.com.br

A manifestação pública é prevista na Constituição de 1988, que dispõe no Artigo. 9º: "É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender".

Toda a carga tributária que alimenta o governo, de uma forma ou de outra, recai sobre o trabalhador. Este não tem como se eximir de tal ônus.

A cada dia e a cada governo, o que se assiste é ao desmando sobre a coisa pública. O meio adotado foi penalizar de alguma maneira quem paga seus impostos de forma compulsória, sem qualquer possibilidade de sonegação: para o trabalhador, não existem "saídas milagrosas", Refis com diminuição de juros etc.

Dizendo que a crise mundial era uma marola, gastaram além da conta. O déficit gerado era do conhecimento de todos os candidatos. Agora quem pagará a conta é o trabalhador, com a desculpa que, se não houver reforma da Previdência, o Brasil vai quebrar. Quem perderá com isso? O trabalhador.

Esfacelaram a CLT com o slogan que este seria o único meio de acabar com o desemprego. Os poucos empregos que foram criados são precários e de baixa remuneração.

É necessário que todos se manifestem. O governo Bolsonaro tem que acordar pra realidade. Se não sabia das dificuldades, não deveria ter se candidatado. Não saber nada de economia não diminui sua missão. Não é olhando só para o empresariado que se solucionará o problema do desemprego.

Ministros incompetentes, ou sem compromisso com as diretrizes gerais de um plano de trabalho, não resolverão os problemas brasileiros.

A campanha política acabou. Se não tem plano de ação, é melhor repensar. Chavões não confirmados geram desconfiança e ninguém quer novo impeachment. Será que sofreremos até 2022?

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