23/3/2015 - Uma agência, três bandeiras

20/3/2015 - sexta-feira

João Franzin é jornalista
da Agência Sindical
E-mail:
franzin@agenciasindical.com.br Facebook:
facebook.com/joao.franzin


João Franzin

Basicamente, a Agência Sindical faz comunicação para entidades de classe de trabalhadores. No cumprimento das tarefas profissionais, a empresa realiza um grande volume de trabalho e produz materiais, utilizando diversas mídias.

Mas a Agência, situada - se é que uma empresa possa se situar - no largo campo da esquerda, também empunha bandeiras, que transcendem a rotina profissional. E as bandeiras que empunhamos este ano são três: 1) Defesa da democracia e do ordenamento jurídico; 2) Fortalecimento da indústria, especialmente da indústria nacional; e 3) Combate à terceirização.

No que diz respeito à democracia e ao Estado de Direito, a Agência tem procurado, em todas as frentes onde atua, valorizar as conquistas democráticas. Só a democracia possibilita ao trabalhador travar as lutas justas por direitos e buscar avanços. A instabilidade política e a quebra da ordem jurídica até hoje só beneficiaram a classe dominante e aprofundaram a exploração.

A defesa que fazemos da indústria não está desvinculada da luta pela soberania nacional. Indústria forte gera empregos com mais qualidade, paga salários melhores, desenvolve tecnologia, agrega valor aos produtos vendidos e exportados, estimula uma extensa cadeia produtiva e de serviços, com ganhos coletivos para a sociedade e o próprio Estado.

A bandeira contra a terceirização não é nova, embora precise ser renovada, em razão das ameaças contidas em dois projetos de lei e numa Adin a ser julgada no Supremo. Há alguns anos, a Agência combate a terceirização e alerta sobre seu efeito devastador sobre o trabalho, os trabalhadores, o Direito do Trabalho e o próprio movimento sindical. Produzimos, tempos atrás, o texto “As 10 maldades da terceirização”, amplamente massificado.

Mas não basta ter bandeiras e razão. É preciso dispor de meios. A Agência dispõe de site próprio (cerca de mil acessos diários); boletim eletrônico diário (Repórter Sindical, enviado para 43 mil endereços/dia); programa de TV semanal ao vivo (Câmera Aberta Sindical, na TV Aberta SP – Net 9; Vivo TV 186); rádio na web; e redes sociais. Também incluímos nesses meios veículos de entidades para as quais trabalhamos, como o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, entre outros.

O sindicalismo virou o ano tendo de combater o pacote de ajuste fiscal do governo, cujas medidas são lesivas aos trabalhadores – e continua nessa batalha. Mas a luta urgente, neste momento, deve ser o combate à ofensiva patronal pela precarização do trabalho e selvageria nas relações capital-trabalho, por meio da terceirização abusiva.

A manchete deste boletim, com base em informações passadas por dirigente do Diap, reforça essa bandeira, que deve ser empunhada nas fábricas, lojas, bancos, repartições públicas e em todos os locais onde exista classe trabalhadora organizada.

 

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