Em visita à fábrica, Miguel denuncia fim das aposentadorias e convoca Greve

• 12/12/2019 - quarta-feira

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, comandou assembleia junto aos trabalhadores da fábrica Forusi, gigante entre os fabricantes de produtos ferrosos voltados à construção civil. A empresa fica na Zona Leste da Capital.

Miguel lembrou que a união da classe trabalhadora conseguiu derrubar o artigo da reforma trabalhista que autorizava o trabalho de grávidas e lactantes em ambientes insalubres. Também enfatizou que a reforma da Previdência proposta pelo governo não irá corrigir injustiças e acabar com os privilégios, como diz a propaganda oficial.

Ele afirma: "A proposta vai precarizar a situação do trabalhador. Eles usam a mesma tática que usaram na reforma trabalhista. Disseram que a reforma ia criar empregos. Não criou. O desemprego só cresceu".

O dirigente também denunciou o regime de capitalização defendido na reforma previdenciária. "Este sistema não deu certo no mundo inteiro", afirma. Miguel lembra que o Chile implantou a capitalização há 30 anos e hoje os aposentados estão recebendo menos que um salário mínimo e enfrentam aumento no índice de suicídios entre idosos.

E conclui: "Só os bancos não perdem com esse sistema”. “Vocês já viram banqueiro perder alguma coisa?", indagou. O dirigente convocou os trabalhadores a participar da Greve Geral na sexta, dia 14.

 
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