Brasil entra para lista suja da OIT e todas as Centrais apoiam decisão

11/6/2019 - terça-feira  

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluiu nesta terça, 11, o Brasil na lista suja de 24 países que serão examinados por violar as convenções internacionais do trabalho. Em fevereiro, o País já havia sido colocado pelo Comitê de Aplicação de Padrões da entidade em uma lista de 40 nações suspeitas de desrespeito às normas da Organização.

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A reforma trabalhista de Temer, que transgrediu a Convenção 98 da OIT (no que diz respeito ao direito de organização e de negociação coletiva), é o motivo da inclusão. Assim, no ano do centenário da entidade, o Brasil entra para o vergonhoso rol das nações que desobedecem aos padrões internacionais de respeito aos direitos dos trabalhadores.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical e da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), afirma: “A entrada na lista suja é mais um fato que queima a imagem internacional do Brasil. Desde o começo, denunciamos as agressões da reforma trabalhista. A tomada de posição pela OIT mostra que nossa posição tinha fundamento”.

Centrais - As Centrais Força Sindical, CUT, UGT, CTB, CSB e Nova Central, presentes à Conferência Internacional do Trabalho, publicaram nota justificando a inclusão, onde afirmam que “o caráter cruel e desumano da reforma trabalhista não gerou empregos decentes, mas precarização, fragilização das relações de trabalho, insegurança jurídica e aprofundamento da crise, que só será superada com a geração de empregos, que façam a classe trabalhadora voltar a aspirar uma vida melhor e não apenas sobreviver em trabalhos intermitentes, precários, insalubres e enriquecendo quem apoiou a reforma com o objetivo de reduzir custos no lombo do trabalhador”.

Nota - Clique aqui e leia a íntegra da nota das Centrais.

Infantil - A OIT instituiu 12 de junho como Dia Internacional Contra o Trabalho Infantil. Para mais informações sobre a agenda de 2019, que marca o centenário da OIT e 20 anos da Convenção 182 da entidade, que condena essa prática desumana, leia mais aqui.

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