• 10/6/2019 - Poética

• 10/6/2019 - segunda-feira


João Guilherme Vargas Netto
é consultor sindical e membro do Diap
(Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar).
E-mail:
joguvane@uol.com.br

Continua em ritmo acelerado nas direções e nas bases a preparação da greve geral do dia 14 de junho contra o fim das aposentadorias.

Em São Paulo uma aguerrida plenária estadual (03/06) traçou as diretivas e determinou as tarefas. Em Brasília a plenária nacional dos transportes (05/06) aprovou unanimemente fazer a greve e a assembleia dos metroviários de São Paulo (06/06) confirmou o voto.

Entre os metalúrgicos, petroleiros, químicos, bancários e muitas outras categorias sucedem-se as assembleias nos locais de trabalho que reforçam a convocação e a mobilização.

Em muitas cidades pelo Brasil afora as direções de categorias se reúnem e organizam as paralisações e manifestações do dia 14. Os comerciários, por exemplo, (agredidos irresponsavelmente por Guedes e Cia.) preparam atos a serem efetivados durante a jornada.

Há um clima animado e com responsabilidade crescente. Está chegando a hora da onça beber água.

Neste clima vou reproduzir o poeta Geir Campos do Violão de Rua de 1962.

“Eu quisera ser claro de tal forma
que ao dizer
      - rosa!
todos soubessem o que haviam de pensar.
Mais: quisera ser claro de tal forma
que ao dizer
       - já!
todos soubessem o que haviam de fazer.”
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