Greve Nacional da Educação começa forte com manifestações pelo País

• 15/5/2019 - quarta-feira

Começou por volta das 7 da manhã a Greve Nacional dos Educadores. Professores, funcionários de escolas e estudantes protestam contra cortes que o governo federal promove na Educação, chegando até a 40% do orçamento dos estabelecimentos.

A greve também combate a reforma da Previdência, que atinge duramente os professores e amplia, em muitos anos, o tempo de contribuição da professora.

Cortes - Ministério da Educação também é afetado. Nas universidades federais o corte é de R$ 2,1 bilhões, ou seja, mais de 30% das verbas. No ensino básico, a tesoura do governo retirará R$ 914 milhões. O programa de apoio à infraestrutura das escolas perderá R$ 273,3 milhões; a alfabetização de jovens e adultos, R$ 14 milhões dos R$ 34 milhões previstos. Institutos federais terão redução de R$ 860 milhões.

PERNAMBUCO - Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, informa que todas as universidades públicas em Recife (PE) estão fechadas, mais a PUC, escolas públicas e privadas. O Ato na capital pernambucana será às 15 horas.


Professores e alunos protestam em Recife (PE)

MINAS -
Gilson Luiz Reis, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino se encontra em Belo Horizonte. Segundo ele, houve adesão total das escolas da rede municipal e estadual e grande número de particulares. De manhã os manifestantes se concentraram na Praça da Estação; às 12 horas farão passeata.

SÃO PAULO - Segundo a presidente da Apeoesp, Maria Isabel Noronha (Bebel), adesão é de 90% das escolas da rede estadual. "Houve panfletagens nas escolas e atos por diversas cidades no Interior", ela informa Bebel.

MATO GROSSO DO SUL - Professores, funcionários e estudantes da educação básica e superior realizaram ato na Universidade Federal do MS, com a participação de Sindicatos dos professores estaduais e municipais.


Educadores durante concentração em Campo Grande (MS)

PARÁ - Na capital paraense mais de 15 mil pessoas ocuparam a Praça da República.


Manifestação na Praça da República, Centro de Belém (PA)


PARANÁ - Informa Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, que os trabalhadores “não vão deixar barato esse corte na educação pública”. Em solidariedade, 20 mil metalúrgicos pararam pela manhã. Haverá mais adesões à tarde. O Ato em Curitiba será na praça Santos Andrade, junto à Universidade Federal do Paraná, às 17h30.

FRENTE - Por volta das 8h30, cerca 200 estudantes da Frente das Ações das Escolas Particulares se manifestavam na rua da Consolação rumo à avenida Paulista. Houve ATO no Portão 1 da USP com panfletagens. Às 11 horas manifestação em frente à reitoria; em seguida, professores, estudantes e funcionários se dirigem para a Avenida Paulista.


Frente das Ações das Escolas Particulares segue em direção à avenida Paulista

GUARULHOS-SP - O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal de Guarulhos informa que 120 escolas fecharam. O Stap prepara concentração, na sede, às 13 horas. De lá partem cinco ônibus para o ato na Paulista. Também houve panfletagem no colégio Eniac, um dos maiores da cidade, e também na Universidade de Guarulhos – UNG, de onde sairão 11 ônibus para a manifestação no Masp.

PETROLEIROS -
Fizeram mobilização nas refinarias, em apoio à Greve, contra os ataques do governo à Educação, em defesa da Previdência pública e contra a privatização da Petrobrás. A Federação Única dos Petroleiros realiza atos em todo o País, com os profissionais da Educação.

Na Refinaria de Capuava, Mauá-SP, o movimento teve participação de trabalhadores próprios e terceirizados, além de professores da região. Na Replan, Paulínia-SP, o protesto mobiliza petroleiros e trabalhadores de outras categorias.

MAIS INFORMAÇÕES -
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