"É preciso estancar a sangria de vagas na construção civil", alerta Ramalho

• 14/5/2019 - terça-feira

Os sindicalistas da construção civil estão inconformados com a passividade do governo frente  ao aumento constante do desemprego no setor, um dos mais estratégicos para a retomada da economia, pois tem um efeito multiplicador, gerando, para cada posto de trabalho direto, cerca de cinco vagas.


Segundo dados divulgados nesta terça (14), a construção civil fechou 7.490 vagas em março em relação a fevereiro, uma queda de 0,54%, de acordo com pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A base é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal.

Sintracon - Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo,  diz que o governo federal deve intervir para "estancar esta sangria de empregos. O governo Bolsonaro, ao determinar a paralisação de 4.769 obras de infraestrutura, que gerariam 850 mil empregos diretos e três milhões de indiretos, impediu a reação do setor", critica Ramalho.

A diminuição do programa Minha Casa, Minha Vida, que contratou apenas 14 mil unidades em janeiro, é outro fator apontado pelo sindicalista para os números negativos da construção civil. "Nós sabemos que um novo crescimento do setor dificilmente ocorrerá antes de 2022, mas é necessário que o governo retome obras de infraestrutura e de moradia popular para, ao menos, impedir o aumento do desemprego", conclui Ramalho.

Mais informações: www.sintraconsp.org.br

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