Ex-Ministro do Trabalho, Antonio Rogério Magri vê condições para greve geral

• 7/5/2019 - terça-feira

Dirigente histórico dos Eletricitários do Estado de SP e da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), ex-ministro do Trabalho e Previdência, Antonio Rogério Magri está otimista com a unidade do sindicalismo e ante a perspectiva de greve geral, anunciada para 14 de junho.


Antônio Rogério Magri durante evento nos Metalúrgicos de Guarulhos

No Dia do Trabalho, 1º de Maio Unificado, ele participou da manifestação no Vale do Anhangabaú, em SP. E comenta: “Há tempos, eu não via uma unidade tão forte no meio sindical e um ato com tamanha qualidade política. E olha que desta vez não pudemos ter sorteio de prêmios. Quem compareceu foi mais por um ato de consciência”.

Greve - Para Magri, que acumula experiências de paralisações, inclusive a grande greve geral de junho de 1983, existem condições de uma forte manifestação. “Agora, nós temos uma bandeira de unidade, que é o combate à reforma da Previdência e a defesa da Aposentadoria Pública”, ele avalia. No seu entendimento, a ideia da greve ganhará força na medida em que Sindicatos e demais entidades levaram às bases “o real conteúdo dessa reforma e os graves prejuízos aos segurados de hoje e de amanhã”.

Porém, não basta apenas convocar a greve e divulgar. É preciso organizar, com antecedência, a paralisação. Para o atual consultor de várias entidades sindicais, “devem centrar a mobilização nas categorias de base”. Diz Rogério Magri: “O esforço deve ser geral, mas concentrado nas categorias com maior poder de mobilização e pressão”. Para Magri, a paralisação nacional dos professores, em 15 deste mês, ajudará em muito na luta contra a reforma da Previdência e servirá para ampliar o apoio da sociedade às lutas trabalhistas.

Capitalização - Antonio Rogério Magri não é contra o regime de capitalização. Mas discorda do modelo proposto por Bolsonaro na PEC 06.  Ele diz: “Entendo que a capitalização acima do teto previdenciário é muito razoável. Mas abrir pra todo mundo, como está na PEC, será o fim da Previdência Pública e a exclusão de milhões de brasileiros. Olha o que aconteceu no Chile! Foi um massacre, e nós não podemos copiar aquele modelo”.

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