Entidades já colhem adesões ao abaixo-assinado contra PEC 6

• 9/4/2019 - terça-feira

Quinta (4), as Centrais Sindicais lançaram em São Paulo abaixo-assinado em defesa da Previdência Pública e Social. A coleta de assinaturas começou no próprio local de lançamento, Praça Ramos, Centro de SP. O passo seguinte é obter adesões nas fábricas, no comércio, estações de metrô, terminais de transporte e outros.


A coleta reforça a mobilização dos trabalhadores e da população, a fim de enfrentar a PEC 06/2019, que dificulta o acesso à aposentadoria, corta direitos, ataca benefícios e reduz o valor dos proventos. Ao final, os abaixo-assinados serão entregues ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

No texto que abre o documento, as entidades sindicais enfatizam que reforma da Previdência “dificulta o acesso à aposentadoria, aumenta o tempo de contribuição e de trabalho, diminui o valor dos benefícios e ameaça a existência da seguridade social”.

UGT - Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT, os Sindicatos filiados estarão engajados nessa tarefa. Ele comenta: “Mas é importante também a população participar dessas ações, como é o caso da Previdência. Ao assinar nosso documento, a pessoa estará participando da luta por um Brasil melhor".

Para Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical, a aceitação da população nos primeiros dias de campanha é muito boa. “O retorno é positivo. Tem gente que nos procura. Tem quem leva o formulário pra casa. Esse abaixo-assinado vai se mostrar muito útil no combate à reforma da Previdência", afirma.

Wagner Fajardo, da coordenação do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, informa que o abaixo-assinado está sendo distribuído na categoria. “Começamos coletar assinaturas com os trabalhadores. Semana que vem iniciaremos a coleta com a população, nas estações”, conta.

A ideia é levar o documento às bases e também à população em geral, diz Onofre Gonçalves de Jesus, dirigente da CTB-SP. “Iniciaremos ainda nesta semana a coleta de assinaturas. A preferência será para terminais de ônibus, Praça da Sé e estações do metrô", explica.

Alimentação - Três Sindicatos da Grande SP, em fase de unificação, também passam os abaixo-assinados nos locais de trabalho. Carlos Vicente, presidente do STIA-SP, avalia: “Aos poucos, o trabalhador vai entendendo que a reforma é muita lesiva”. Ele defende que o trabalho de base fique com o Sindicatos e Federações, “mas as Centrais precisam manter o diálogo e a pressão lá em Brasília, junto ao Congresso e ao governo”.
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