Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos alerta sobre maldades da PEC 6/2019

• 8/4/2019 - segunda-feira

O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região realizou sábado (6) seminário sobre a reforma da Previdência, enviada pelo presidente Bolsonaro ao Congresso Nacional. O evento reuniu dezenas de dirigentes e trabalhadores, que debateram os retrocessos da Proposta de Emenda Constitucional 6/2019.

O advogado César Tolentino fez palestra sobre o tema e explicou que o movimento sindical precisa, urgentemente, esclarecer as bases sobre os direitos que serão retirados caso a PEC seja aprovada. A proposta afeta, principalmente, as mulheres, os pobres, os trabalhadores rurais e pessoas com algum tipo de deficiência que reduz a capacidade laboral.



Carlos Eduardo, caldeireiro da Bardella, em Guarulhos, É entrevistado pelo jornalista João Franzin

Esclarecimento - O caldeireiro Carlos Eduardo Torres de Lima, de 40 anos, participou do seminário e conversou com o jornalista João Franzin, da Agência Sindical. Trabalhador em seção que registra grau de periculosidade, ele precisará trabalhar muitos anos a mais para conseguir se aposentar.

Para caldeireiro, será um grande prejuízo. Ele tem 15 anos trabalhados na função. Pela regra atual, poderia se aposentar quando chegasse a 25 anos trabalhados. Se a reforma for aprovada, será como se ele tivesse que começar do zero. Ele afirma: "Já é difícil conseguir emprego aos 50 anos. Agora como trabalhar até os 65 anos nessa área perigosa? Isso é totalmente insalubre. Peso e fumaça desgastam qualquer pessoa".

Desafio - Carlos Eduardo é um exemplo de trabalhador consciente e preocupado com o futuro do País. Ele frisou que a iniciativa do Sindicato deve ser repetida por outras entidades, porque a população em geral ainda não tem consciência dos prejuízos da reforma.

O caldeireiro afirma: "É preciso mobilizar as mulheres. Elas são as cabeças das famílias, serão muito prejudicadas com a reforma e podem discutir esse assunto com os maridos e os filhos".

Mobilização - As Centrais Sindicais lançaram na semana passada um abaixo-assinado, que busca coletar milhões de assinaturas em defesa da Previdência pública e das aposentadorias. O documento será levado para as fábricas de Guarulhos pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

Carlos Eduardo acredita que haverá grande adesão dos trabalhadores. Ele comenta: "Muitos preferem não se engajar com medo de perder o emprego, mas é preciso resistir e superar isso".

Mais informações: www.metalurgico.org.br
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